Sua Majestade: a Jararaca

Estava passeando de jipe pela roça com minha esposa quando ela me alertou de uma cobra no caminho. Pensando ser apenas um pedaço de pau no meio da estrada, desviei e segui adiante. Mas a curiosidade falou mais alto e não demorou para voltarmos de ré.

Era realmente uma cobra, uma jararaca. Obviamente não a medi com uma fita métrica, mas tinha, aproximadamente, 1 metro de comprimento. Devido aos meus olhos pouco atentos, já devo ter passado por algumas dessas cobras sem perceber. Desci do carro para observar melhor, afinal, os encontros com cobras estão cada vez mais raros.

Imaginei ter ficado a uma distância segura para apreciá-la, tanto que é que o animal nem se incomodou com minha presença, e continuou seguindo seu caminho, tudo muito rápido. Não havia motivos para matá-la. Estávamos há alguns poucos quilômetros da sede da fazenda, tanto o plantio quanto a colheita são mecanizados, não há quem ande naquele local a pé. Se fosse há alguns anos, eu realmente não teria pensado duas vezes, mas hoje, com a dificuldade de encontrar um animal desse porte, resolvi continuar admirando-a, majestosa, seguindo seu caminho plantação de soja adentro.

Na fazenda, costumo andar o tempo todo com a filmadora ou com a máquina fotográfica. Desta vez os equipamentos estavam em casa, recarregando as baterias. Mas como costuma dizer minha esposa, “as melhores fotos nunca são tiradas” e, quem sabe, um dia, eu tenha a sorte de fotografar ou filmar um animal destes novamente.

Foto gentilmente cedida por Ivan Scarola.

Comentário Tocandira: Segundo texto da Wikipédia “as espécies deste gênero são as maiores responsáveis por acidentes ofídicos nas Américas, assim como por mortalidade“, então, ao deparar-se com um indivíduo destes, mantenha uma distância segura e NUNCA MANIPULE O ANIMAL.

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6 comentários para “Sua Majestade: a Jararaca

  1. Ivan Scarola
    14 de fevereiro de 2013 at 11:57

    Antigamente quando via uma jararaca eu me apavorava, hoje fico admirando, mantendo a distancia e o devido cuidado. São bonitas, verdadeiras majestades!

    • José Luciano Gasparello Filho
      15 de fevereiro de 2013 at 11:35

      Caro Ivan,

      No local aonde frequento, a coisa mais rara do mundo é encontrar uma cobra, de qualquer tipo. Fiquei chateado de estar sem os equipamentos para registrar o momento, mas se topar com uma na trilha, é bem provável que me assuste! Como não houve muita surpresa no encontro, fiquei tranquilo.

      Abraço

  2. Guto Vilaça
    19 de fevereiro de 2013 at 10:38

    A jararaca é a cobra mais comum de se encontrar no Brasil. Já presenciei uma jararaca muito grande no quintal de um sítio de um amigo. Sítios, fazendas, matas e bambuzais não é difícil de encontrá-las. Talvez a gente não as veja mas elas estão por ali camufladas em algum lugar. Certa vez fui numa pescaria e fomos obrigados a matar uma espécie muito perigosa da família das jararacas: a temida urutu cruzeiro. Matamos porque estávamos correndo risco de vida em ficar ali pescando com uma urutu passeando entre nós. Tenho medo desse bicho e respeito muito. O melhor quando se avista uma cobra e deixá-la quieta e se mandar. Se rolar uma foto, melhor ainda….hehehehe.

  3. 9 de abril de 2013 at 21:50

    Primeiro, a maior responsável por óbitos é a cascavel, as jararacas (gênero Bothrops) e a responsável por maior numero de acidentes ofídicos, e lembrando que é crime matar animal silvestre passível de 3 anos de prisão e multa de R$ 5000,00, devemos apenas apreciar sua beleza e lembrar que elas são os únicos controladores de pragas de roedores na natureza, sem elas a raça humana estaria extinta em 6 meses por fome e doenças.

  4. Diego
    12 de agosto de 2013 at 03:28

    Jararacas são as serpentes mais comuns em áreas de influência antrópica devido a sua alimentação, e por isso o grande número de acidentes. Essa provavelmente é uma fêmea e parece estar bem saudável por sinal. Acho estranho alguém que passa tanto tempo no mato ver poucas cobras hahaha…

    • José Luciano Gasparello Filho
      12 de agosto de 2013 at 12:08

      Gostaria de passar mais tempo no mato para ver jararacas e outros bichos, mas, infelizmente, moro e trabalho numa cidade com zilhões de habitantes… mato só uma vez por mês :-(

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