Largados e Pelados

Largados e Pelados (Naked and Afraid), do meu ponto de vista, é uma tentativa das TVs por assinatura de revitalizar a esgotada fórmula dos programas de sobrevivência, porém, com o popular apelo da nudez. Pessoas “largadas” para sobreviver com um mínimo de roupas já seria difícil o suficiente, por outro lado, algumas tribos indígenas isoladas ainda vivem tal qual vieram ao mundo, mesmo assim, ainda me parece mais um programa para conseguir audiência pela polêmica.

Alguns índios sobrevivem por gerações “largados e pelados”. Gostaria muito mais de assistir a documentários com técnicas indígenas usadas por alguma tribo que ainda sobrevive por seus próprios meios. Mas não, para isso seria necessária uma expedição cara de muitos meses, envolvendo pessoas pouco atraentes aos olhos ocidentais. Programas de sobrevivência podem ser produzidos mais rapidamente e com um retorno imediato. Índios não dão IBOPE.

Por mais que o programa mostre boas técnicas e uma dificuldade alta no quesito sobrevivência, a fórmula de Largados e Pelados não me atraiu. Como passa muito tarde, não assisti a nenhum episódio, como também não tenho assistido às repetidas reprises dos outros programas semelhantes.

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6 Responses to Largados e Pelados

  1. Miguel on 19 de novembro de 2013 at 6:10 PM

    Eu assisti um e até gostei, são 21 dias e eles realmente não tem recurso algum, achei melhor que do Bear Grills e até que o desafio em dose dupla, pois este não simula uma situação de sobrevivência com um roteiro, eles apenas devem ficar os 21 dias no ambiente hostil da forma que puderem. OBS: a falta de roupa me pareceu um fator que dificulta bastante e os escolhidos de cada programa são avaliados por sua capacidade antes e depois dos 21 dias.

  2. Carlos Frederico Barbosa de Almeida on 21 de novembro de 2013 at 4:18 AM

    Gasparello,
    Eu assisti o primeiro episódeo e realmente é esclarecedor…
    Era este da foto, um soldado de elite especialista em sobrevivência, e uma mulher guarda florestal canadense conhecedora de técnicas mateiras, etc..
    Os dois, fisicamente grandes e estavam um pouco gordos (acima do peso), acho que o programa já previa a inevitável perda de peso durante o desafio. Passaram sede, fome, ensolação, nús…
    O cara muito mole só sabia reclamar e gritar, rendia pouco acostumado a estar todo equipado, foi andar descalço na savana africana. De entrada pisou em um espinho que não conseguiu tirar, infeccionou ao ponto da equipe médica intervir ter porque ele começou a ter febres dores insuportáveis e já ia entrando em um quadro de septsemia generalizada.
    Na hora de tirar o espinho, o cara ficou de bruços e enquanto o médico tirava o espinho e epremia a secreção purulenta ele chorava e gritava. (tomou uma dose de antibióticos para elefante) E a mulher olhando, deitado de bruços, mostrando os glúteos dando força.
    A mulher por sua vez bem mais tranquila equilibrada,ficou na dela e cuidou de arrumar abrigo, alimento, frutas, chafurdava o corpo todo (inclusive a genitália) até o cabelo nos poços de lama para evitar mosquitos e servir de protetor solar. (Dá pra encarar???)
    A mulher acabou fazendo a maioria dos serviços enquanto o cara se recuperva embaixo da pedra que serviu de abrigo.
    Nessa aí, o cidadão baixou a crista e ficou mais contido, tratou logo de confeccionar o uma sandália para poder andar.
    A mulher fez uma cesta para carregarem as coisas até o ponto de encontro, e o ele achando ruim porque a cesta espetava as costas.
    “Pagou um verdadeiro King Kong = Mico Muito Grande”…
    Mas serviu para mostrar o quanto somos frágeis diante da natureza e o que não devemos fazer…
    Existe um livro de Filosofia e Antropologia entitulado “O MACACO NU”, não lembro agora o nome do autor, mas ele faz alusão sobre estes aspectos do ser humano.
    Enfim, concordo com Você. Acho que é mais um apelo da televisão para revitalizar algo que já está meio batido.
    Até o Cudy Landin já tá perdendo IBOPE com os pés descalços dele. Que acho extremamente temerário como exemplo.
    Aliás, assistí um episódio onde ele deu muito trabalho ao companheiro no Delta do Okavango (África). Ele andando descalço e com as pernas cortadas dentro das águas infestadas de bactérias e fezes de hipopótamos e outros animais. E não aceitava beber da água porque era suja e tinha agentes patogênicos (ficava torcendo o lenço na cabeça e chupando o suor para se hidratar, até que o compaheiro “mandou a real” para ele : “- Oh Cudy, você não quer beber dessa água por que acha suja, mas já reparou que cê tá pisando com os pés e as pernas cortadas dentro dela. Você acha por acaso que assim fica livre das bactérias… Não quero te assustar, mas acho que elas já estão na sua corrente sanquínea… Por isso te digo, bebe a água que é melhor ter uma diarreia e chamar o pessoal do resgate que ficar desidratado e desmaido aqui para ser morto por um hipopótamo ou leão.”
    Ai Gudy depois de 72 horas chupando seu suor, viu que ia sucumbir se rendeu, tomou um gole da água e renovou as forças.
    Les Stroud era mais esperto e sábio…
    Abraço

  3. Mário Irio T. Lopes on 21 de novembro de 2013 at 11:12 AM

    Agora que já passaram 3 episódios… as escolhas masculinas foram muito ruins, dá para duvidar que são mesmo especialistas em sobrevivência como foi divulgado. Até as avaliações são meio suspeitas, porque eles não fazem quase nada e tem notas melhores. Já a mulherada dá dando show.

  4. Dimas de Campos on 21 de novembro de 2013 at 11:16 AM

    Acompanho todos os programas de sobrevivência da Discovery e não achei que exploram a nudez pra conseguir audiência até porque é censurado. O programa é bem didático e muito interessante.

  5. Carlos Frederico on 21 de novembro de 2013 at 6:16 PM

    Prezado Dimas de Campos, boa tarde!
    Concordo com Você no que tange a ser um programa didático.
    Ele está mostrando realmente a fragilidade de seres humanos despreparados, sem uso dos recursos tecnológicos com os quais estão acostumados a lançar mão para sobreviver em ambientes hostis e estrangeiros. São pessoas pessoas urbanas tetando ser tribais, aborígenes, silvícolas, etc.
    Dá um choque no primeiro momento.
    Perguntei a mim mesmo, será que estão querendo reproduzir a vida de um casal na idade da pedra? Ou um tipo de experiência antropológica. Pelo que se sabe cientificamente, a sociedade no modelo que conhecemos, começou assim os homens rudes e primitivos e as mulheres caçando, usando poucas peles de animais para se cobrirem e protegerem seus corpos. Será que tem uma geração de novos humanos mais resistentes???
    O fato de estarem nus, que na minha opinião foi realmente o gerou aquela curiosidade e interesse “pueril” da galera, afetou pouco, “não deu caldo” pois a Discovery editou as imagens com os participantes usando tarjas eletrônicas para tapar os genitais ou ainda em posições totalmente comportadas.
    Éh pessoal, o programa não descambou para o erotismo (mesmo que incubado) ou pornografia. As novelas brasileiras, pelos comentários escuto estão mais sensuais para não dizer escrachadas mesmo.
    Muita gente deve ter ficado meio decepcionada. Imagine só “Largados e Pelados”, que título (risos) e o programa “comum comum”…
    Longe de mim querer ser pretenso moralista, fariseu, puritano, crítico, etc..
    De repente o pessoal que frequenta praias de nudismo talvez até consiga, mas até nelas dizem que tem pousadas, quiosques e bangalôs para degustar um petisco, então a vida é mais fácil.
    No mais, reiterando o que disse acima, e concordando com o texto de início, serviu de lição para mostrar, que ainda não dá certo ficar pelado no meio do mato.
    No máximo shorts, bermudas e sungas, belos biquinis desenhados nos corpos das mulheres nas praias, rios, lagos, lagoas, etc..
    Torço para que o programa dê certo e colha bons frutos.
    Fica a pergunta aos amigos: Alguém aí já pensou embarcar numa aventura dessas? Vinte e um dias, andando, deitando, sentando em qualquer lugar o meio do mato sem roupas?
    Um abraço!

  6. Carlos Frederico Barbosa de Almeida on 22 de novembro de 2013 at 1:09 PM

    Bom dia a Todos!
    Desta vez não pretendo ser prolixo no texto.
    No meu primeiro cometário eu mencionei o livro “O MACACO NU”.
    O autor é um eminente zoólogo Inglês chamado Desmond Morris.
    O livro tem 214 páginas de muito boa leitura e nele, o Sr. Desmond ecreve sobre os paralelos e diferenças entre os símeos/primatas que nascem peludos e os símeos/primatas que nascem pelados.
    Muito interessante…
    Fica a sugestão e para a interpretação dos Senhores.
    Um Abraço a Todos!

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