Rumo a uma vida sustentável II

Bom, confesso que no mês que passou não me esforcei muito em levar uma vida sustentável, mas estou procurando fazer pequenas mudanças em minha vida. Minha proposta inicial é mudar sem radicalismos, sem traumas.

Eu sou muito preguiçoso para caminhar na cidade, gosto de fazer isso somente junto à natureza. Para comprar um pãozinho, prefiro o carro. Estou me esforçando para mudar isso, veja bem, me esforçando. Isso não quer dizer que eu esteja comprando meus pãezinhos sempre a pé!

Fiz algumas experiências de ir à panificadora ou ao supermercado a pé. Geralmente vou nestes locais em horas de sol muito forte, o que em Brasília, entenda literalmente como sol muito forte! Minhas pernas não caíram, e por mais que sue um pouco, sempre aprecio o trajeto e penso um pouco na vida. Caminhar um pouco mais tem sido bom. Só não tenho feito isso ainda como regra, ainda vou fazer pequenas compras com o carro, mas pretendo ir me habituando cada vez mais a deixar o carro na garagem nos pequenos percursos.

Quando as compras são maiores, vou sempre de carro. Nestes casos, tenho preferido usar caixas de papelão do que os saquinhos plásticos para carregar as compras. Nem sempre as caixas estão disponíveis, mas tem sido melhor usá-las do que os saquinhos que quase sempre têm arrebentado com mercadorias pontudas ou um pouco mais pesadas. Confesso que tenho muitos sacos plásticos de mercado guardados para uso em meus lixos de cozinha e banheiros e não sei como substituí-los caso um dia acabem, pois são do tamanho ideal das lixeiras que tenho em casa.

Agora a mudança que tem me dado muito prazer. Tenho conhecido muitas árvores nativas do cerrado, o que tem me motivado a observar as árvores de Brasília. No Parque de Águas Claras, região administrativa onde moro, existe um pequeno parque agradável para caminhadas, mas as árvores são na maioria “importadas”. Noventa por cento das árvores são mangueiras, espécie de origem asiática, existem também alguns eucaliptos, jaqueiras e algumas poucos espécies nativas do cerrado.

Caminhando pela Feira da Torre, um local turístico de Brasília que vende artesanato, comecei a observar as árvores que davam muita sombra. Eu e minha esposa coletamos algumas sementes de algumas árvores, foi um ótimo divertimento! De todas as árvores, só sei identificar uma espécie de angico, mas coletamos sementes variadas, sempre prestando atenção na quantidade de sombra. Depois, passeando de carro pela Esplanada dos Ministérios, resolvemos estacionar para procurar sementes de uma espécie bem grande, que fornece muita sombra, mas não sei dizer o nome.

Pretendemos plantar estas sementes no cerrado mineiro, no início da estação chuvosa.

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5 comentários para “Rumo a uma vida sustentável II

  1. vitor
    5 de março de 2013 at 00:08

    a clarinha parece sucupira. e a cumprida parece flamboyant!

  2. Gabriel S. F. A.
    26 de março de 2013 at 18:51

    Lendo sua pergunta sobre o uso de saquinhos plásticos para lixo, lembrei do seguinte: http://ecohospedagem.com/wp-content/uploads/2012/04/Saco-lixo-simples-1024×701.png
    já sabia fazer essa “dobradura”, mas nunca tinha pensado nesse uso.
    nao sei se posso postar links assim, mas seria ótimo se vc visse…
    lembrando que o plástico demora de 100 a 400 anos (dependendo da fonte pesquisada) para se decompor, enquanto o papel leva no máximo alguns anos.
    Abraços, e parabéns mesmo pela iniciativa. Pensar nos outros, na natureza e no futuro são coisas comuns lá fora, mas que no Brasil, pelo óbvio egoísmo e descaso da população, estão longe de se tornar corriqueiras, e você está fazendo o melhor para contribuir com isso!

    • José Luciano Gasparello Filho
      26 de março de 2013 at 19:19

      A ideia do link é ótima! Eu já sabia fazer este recipiente de papel, aprendi ainda durante minha infância, com o meu pai. Mas confesso que nunca havia pensado nesta possibilidade!

      Abraço

  3. Fernando
    3 de outubro de 2013 at 02:19

    A semente clara parece ser de Sucupira Branca (Pterodon emarginatus) e as achatadas parecem ser de Guapuruvu (Schizolobium parahiba). Abs!

    • José Luciano Gasparello Filho
      7 de outubro de 2013 at 12:30

      A do Guapuruvu tenho certeza. No local que coletei não haviam sucupiras, então ainda não sei o que são.

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