Quem Sou?

Mais conhecido pelo meu sobrenome, Gasparello, sou curitibano, nascido lá pelos idos de 1976. Passei a infância e a adolescência em São Mateus do Sul, interior do Paraná, caminhado por ruas que demoraram a receber algum tipo de pavimentação, brincando de pega-pega com os vizinhos, andando livremente de bicicleta, fazendo barragens com a água da chuva e artesanatos infantis com argila proveniente das valetas na frente de casa.

Quando criança gostava de brincadeiras comuns aos meninos da minha época como estilingue, armas de brinquedo e canivetes de verdade. Áreas arborizadas eram mais do que comuns, até em frente de casa. Desde muito jovem comecei a atirar com armas de pressão e arco e flecha.

A vista de uma grande curva do Rio Iguaçu da varanda da minha casa e algumas pescarias com o meu pai a bordo do barco de alumínio Dorindana II não foram suficientes para que a pesca me empolgasse enquanto criança. Durante as férias de verão, na adolescência, pesquei bastante no litoral paranaense da beira da praia, mas o gosto pela atividade só apareceu depois dos trinta anos de idade.

 

Pescaria a bordo da Dorindana II

Depois de um tempo me interessei por skate, surfe, computadores. Na adolescência, a família mudou de mala e cuia para Curitiba, aonde cursei o nível médio como Técnico em Processamento de Dados e me formei como Analista de Sistemas. Aproveitei ao máximo todas as oportunidades que tive para surfar durante as férias de verão, até que me mudei para o Brasil Central. Fiquei uns meses em Brasília trabalhando como Analista de Sistemas. De saco cheio da profissão, fui tentar mudar de vida no noroeste de Minas Gerais, aonde as coisas não deram certo, acabei retornando para o Distrito Federal, aonde vivo até hoje. Talvez eu fique por aqui, mesmo achando que os sabiás de cá não gorjeiam tão bem quanto em minha terra natal.

Já não surfo mais, contudo, a distância do mar me fez retomar o contato com a natureza que tinha durante a infância. Passei a gostar de caminhar por algumas horas em estradas rurais, ou de ficar somente curtindo o sossego no meio do mato durante alguns finais de semana. Voltei a pescar, desta vez com algum gosto.

Meu site, antes um blog, ou uma mistura de tudo isso, nasceu com o meu desejo de falar sobre as minhas velhas e novas paixões. Algumas pessoas foram convidadas a fazer alguns artigos, mas no final das contas, sou eu quem mais escrevo para o Tocandira. Só falo aqui de assuntos que gosto.

As crianças de hoje em dia são mais eletrônicas que analógicas. Não sei o quanto isso é bom ou ruim, só acho que o mundo de hoje é muito careta.