Não vou pescar pois acho muito monótono! Será?

Já ouvi muito esta frase. Dependendo do ponto de vista, realmente algumas modalidades podem ser consideradas cansativas pelo fato do pescador ficar na espera do peixe.

Já para algumas pessoas, esse tipo de pescaria é praticado exatamente pela calmaria.

Uma sugestão para aqueles que preferem atividades mais dinâmicas, é a pesca com ISCAS ARTIFICIAIS. É fato que, depois que o pescador tem a experiência de capturar um peixe nessa modalidade, dificilmente deixa de praticá-la.

Ao contrário da pesca tradicional de ESPERA, no caso das ARTIFICIAIS o pescador tem que fazer com que a isca se pareça o mais real possível, utilizando de várias técnicas para controlar a apresentação.

Já me perguntaram o que eu colocava nas garatéias das iscas, se era minhoca ou massa … Não é necessário colocar nada, a única tarefa do pescador é arremessar em um local promissor e trabalhar a isca da melhor forma para aquela ocasião, levando em consideração profundidade, temperatura da água, tonalidade da água, épocas de reprodução dos peixes etc…

Tem algumas iscas que ao olhar na mão, o pescador pode pensar: “Mas essa isca não se parece com um peixe!”, realmente existem algumas iscas assim mesmo, mas o que vai provocar um ataque de predador é o movimento da isca. Muitas vezes os Tucunarés estão protegendo os filhotes e não estão comendo, ao utilizar a isca correta que passe na profundidade certa, imitando um peixe pequeno caçando, os Tucunarés vão defender sua cria e com isso acabam ficando presos nas garatéias. Nesse caso recomendo a soltura o mais rápido possível, pois nesse instante, realmente pode passar algum peixe ou até mesmo cardume de outros predadores oportunistas e comer todos os filhotes.

Já no caso da traíra, as iscas mais barulhentas de hélice, ou Popper, ou mesmo com esferas internas que produzem ruídos, trabalhando com toques curtos e dando paradinhas rápidas, obtém melhores resultados nos ataques.

É mais ou menos igual quando encontramos um cachorro, se sairmos correndo ele nos perseguirá. No caso dos peixes predadores funcionam de forma semelhante. Em um local que tem muitos peixes disputando comida, o instinto de sobrevivência ou até mesmo de disputa, faz com que os ataques nas artificiais sejam muito agressivos, proporcionando ao pescador fortes emoções.

Uma dica importante é, obter informações com pescadores da região, quais iscas têm melhor resultado, em que profundidade de trabalho, velocidade de recolhimento, cores, etc…

No Brasil temos muitas espécies de água doce e salgada que são predadores. A traíra é um peixe que é possível encontrar em pequenas lagoas e praticamente no país todo. O tucunaré também está se espalhando, devido principalmente ao número de usinas que acabam represando nossos rios. O Black Bass já é encontrado na região Sudeste (São Paulo e Rio de Janeiro) e Sul (Paraná, Sta Catarina e Rio Grande do Sul), preferindo temperaturas mais frias. A tilápia também encontrada no país todo, pode ser capturada com as artificiais. Não podemos esquecer das piranhas, que proporcionam ótimas brigas. Essas espécies são apenas as mais comuns, temos muitas outras inclusive as de água salgada.

Se ainda não experimentou essa modalidade, não perca a próxima oportunidade, as chances de você gostar são grandes!

“Não mate todos os peixes capturados, cada um fazendo um pouco, faz muita diferença para que nossas pescarias fiquem cada vez melhor”.

Eduardo Vichenoss é pescador esportivo adepto do pesque e solte, praticante de acampamento selvagem, admirador e praticante de técnicas utilizadas pelos valorosos mateiros brasileiros. 

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