Desafio em Dose Dupla Brasil – Patagônia

Um caiaque danificado foi o início do novo episódio da versão brasileira do Desafio em Dose Dupla. Os sobreviventes Leonardo Rocha e Edmilson Leite tinham à disposição uma machadinha, glicerina e permanganato de potássio.

A primeira iniciativa foi fazer fogo rapidamente, devido ao frio da região. Para isso, usaram a glicerina e permanganato de potássio. A não ser que resolva colocar estes elementos em seu kit de sobrevivência, dificilmente você teria estas substâncias à mão. Mesmo assim, achei válido mostrar uma forma diferente de se conseguir fogo.

Tenho visto em comentários na Internet que o Coronel Leite tem se sobressaído. Em minha opinião pessoal, sempre ocorre o contrário. Tenho cada vez mais admirado o Leonardo. Na Patagônia ele improvisou uma oca muito interessante, conseguiu coletar comida facilmente e teve sucesso em sua armadilha para apanhar peixes. A parte mais interessante, além da construção da oca, foi quando Leonardo falou que ele percorreu a mata testando a vegetação, quebrando galhos no caminho, observando o que existe a sua disposição que possa ser útil. Obviamente eles tiveram informações sobre a vegetação local antes das filmagens, mas o comentário de observar a natureza foi muito interessante.

Gostei mais deste episódio do que aquele que se passou na Caatinga. Quem perdeu,  poderá ver no YouTube, pelo menos enquanto permanecer disponível:  http://www.youtube.com/watch?v=K2bU6FnJrOk

10 comentários para “Desafio em Dose Dupla Brasil – Patagônia

  1. 5 de setembro de 2012 at 12:25

    Olá Gasparello bom dia, concordo com você que o Léo se sobressaio neste episodio, digo neste por que não vi os outros totalmente. Quanto a serie e lamentável, muito fraca , poderia ser bem melhor, com mais explicações e dicas em loco. Mas televisão é isso ai mesmo, espero que nosso amigo Mestre do Mato não entre nessa. Com respeito a todos que gostam do programa esta é “minha” opinião.

    • José Luciano Gasparello Filho
      5 de setembro de 2012 at 12:54

      Eu também acho que falta mostrar mais detalhes das técnicas.

      Abraço

  2. Gilberto Pinheiro da Rocha
    5 de setembro de 2012 at 13:19

    Toda informação sobre sobrevivência é importantíssima, mas com tantas paisagens que temos, o terceiro episódio do Desafio em Dose Dupla BRASIL foi na Patagônia???
    O pragmatismo do Leonardo me prende mais atenção, porém o conhecimento teórico do Coronel Leite é indispensável. No momento do abrigo, o alerta do Coronel Leite em relação ao perigo da fogueira no interior, procede, apesar que a prática de Leonardo ter mostrado o contrário naquela momento! Colocar a fogueira dentro do abrigo me incomoda por vários fatores, mas dependendo da situação, tratando-se de sobrevivência, acredito que o faria. Interessante observar que o Coronel Leite pondera com argumentos teóricos, mas não se opõe, mostrando que há variáveis e o conhecimento de boa parte dessas variáveis pode fazer a diferença.

    • José Luciano Gasparello Filho
      5 de setembro de 2012 at 16:11

      Olá Gilberto,

      É sempre um prazer tê-lo por aqui! Permita-me discordar apenas da fogueira dentro do abrigo. Os índios norte-americanos usavam um tipo de abrigo (Tipi) que permitia o uso de fogueiras em seu interior. Tal condição era indispensável para suportar o rigoroso inverno norte-americano. Fazer a fogueira dentro da barraca indígena só era possível devido a uma abertura no alto, sistema similar ao utilizado por Leonardo durante o episódio na Patagônia.

      Confesso que estou ansioso pelo programa no Cerrado. Acho que será no Jalapão.

      Abraço

  3. Robson Santos
    5 de setembro de 2012 at 16:28

    Na segunda-feira resolvi ver a grade de programação e me surpreendi com os locais de locação (Pensei que seria apenas nos biomas brasileiros), mas gostei do episódio que mostrou que nem sempre podemos ou é a melhor opção sair do local.
    Tive a mesma impressão quanto ao Leo que se sobressaiu mostrando sua adaptabilidade no cenário da locação.
    Acho que tudo mundo que está acompanhando o programa está reclamando que falta demostrar mais detalhes das técnicas utilizadas.
    Mas no geral o programa ainda continua bom !

    • José Luciano Gasparello Filho
      5 de setembro de 2012 at 16:36

      Caro Robson,

      Em minha opinião, em uma situação de sobrevivência, o ideal é esperar no local. Você só deverá se deslocar caso não consiga água e comida suficientes para o seu sustento até que o resgate te encontre. Outra coisa que achei muito interessante e esqueci de mencionar no artigo é quando o Coronel Leite fala sobre a importância do planejamento de sua aventura e de avisar alguém o tempo que você ficará fora. Comentei a respeito no seguinte artigo: Planejando um acampamento ou aventura

      Apesar do artigo ser deveras simples, quem sabe o Coronel Leite não é leitor do Tocandira 😉

      Abraço

  4. Gilberto Pinheiro da Rocha
    5 de setembro de 2012 at 16:48

    De fato, os indígenas tem essa pratica da fogueira dentro do abrigo. O interessante é que se observe a técnica que muitas vezes não se limita apenas em “fazer fogo”, mas todo seu manejo. No caso, a abertura no teto é crucial para liberação dos gases provenientes da queima. Refletindo, acredito que o incômodo a que me referi esteja ligado ao meio em que vivo, onde o fogo é usado com muito cuidado devido ao grande perigo de incêndios na época de estiagem.
    Parabéns pelo Tocandira, está sendo gratificante a participação.

    • José Luciano Gasparello Filho
      5 de setembro de 2012 at 16:53

      Gilberto,

      Você tem muita razão em avisar quanto aos perigos de uma fogueira dentro de um abrigo. Todo cuidado é pouco!

      Eu gostaria também de comentar sobre o cuidado com fogueiras em períodos secos. Eu estava querendo filmar algumas plantas comestíveis do cerrado durante o próximo feriado, mas o local onde filmo pegou fogo. Isso sempre acontece, mas certamente não por meios naturais, e sim por alguma pituca de cigarro, o que é lamentável. Muitas ideias de vídeos terão que esperar.

      Abraço

  5. 5 de setembro de 2012 at 17:08

    Sem muitas palavras, planejamento e aviso, lembrem do filme 127 horas.

  6. Frederico da Silva Hermenegildo
    11 de setembro de 2012 at 03:24

    A meu ver é muita responsabilidade colocar certos detalhes na tv, porque o cara vai ver e vai achar que já sabe alguma coisa aí vai pro mato e pronto fez caca. Nós que ja temos alguma esperiencia ja sabemos os detalhes que faltam, eles teem que fazer parte de grupos de escurssionistas ou outro tipo de atividade que venham a aprender como lidar com o MATO.

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