Desafio em Dose Dupla Brasil – Caatinga

A variedade de técnicas de sobrevivência vistas no primeiro episódio no Pantanal não foi mais percebida. O teatro foi muito parecido com a versão norte-americana. Eu havia me animado muito com o programa que se passou no pantanal, mas me decepcionei com o que se passou na caatinga. Fiquei pensando se a cama de mato iria funcionar, mas não foi mostrado sequer um pequeno teste. Foi bacana ver o fogo primitivo ser produzido, mas foi só isso.

Mais um animal preso em uma armadilha, um teiú. Provavelmente o teiú abatido foi criado em cativeiro, mesmo assim, achei um desperdício. Sequer a técnica de armadilha foi mostrada em detalhes para justificar o abate. Nos dias que passo fazendo meus filmes para o site Tocandira, minha arma é somente minha filmadora, e raramente consigo captar imagens de animais interessantes, como um gavião ou um tucano. Há poucos dias cheguei a ficar uma tarde inteira esperando para filmar um teiú que havia encontrado um dia antes. Quando eu já estava indo embora, com a filmadora acomodada em minha mochila, ele apareceu. Perdi a imagem. Mas como diz minha esposa: “as melhores fotos nunca são tiradas“.

Não gostei do segundo episódio e fica abaixo minha homenagem ao finado teiú. Sendo de cativeiro ou não. A foto é da Wikipedia.

Para quem perdeu, o episódio está no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=-muN8rBuxHU

Confira resenhas de outros programas de sobrevivência na TV

13 comentários para “Desafio em Dose Dupla Brasil – Caatinga

  1. Robson Santos
    29 de agosto de 2012 at 02:33

    Sabe se vai ter o episodio no youtube ?
    Não estou encontrando!

  2. Guilherme Heráclito
    29 de agosto de 2012 at 04:09

    Pois e companheiro, também achei mais fraco, nem mostrou direito como eles passaram as noites, os abrigos q eles usaram. deve ter sido por isso q o pantanal foi escolhido como o 1° episódio.
    Mesmo assim gostei da técnica de fogo me pareceu bem da “tribo” mesmo…rsrsrs.. o cara sentadão de perna aberta, usando o arco numa tábua sem fazer aquele cortezinho pra cair a brasa, mas deu certo (comigo sem o corte não funcionou. Sinceramente acho q o programa caiu de otimo para bom, mesmo assim tá melhores q muitos episódios dos americanos.

  3. José Luciano Gasparello Filho
    29 de agosto de 2012 at 11:08

    É pessoal, vamos aguardar pelo próximo. Quem sabe melhora um pouco…

  4. 29 de agosto de 2012 at 17:07

    Olá Gasparello, nem podia ser diferente, oque manda é a montagem para dar emoção e consequentemente ibope. Talvez agora as pessoas entendam a saga do B.G. que sempre sofreu grandes montagens, como você disse andando no mato esta difícil ver um animal silvestre , eu andando aqui na mata Atlântica região de Tapiraí só consegui alguns pássaros e olhe lá.

    • José Luciano Gasparello Filho
      29 de agosto de 2012 at 18:00

      Antonio,

      Aqui no cerrado tem muito pássaro bonito, um mais colorido que outro. Difícil é estar armado com a máquina fotográfica ou a filmadora nos momentos que cruzamos com eles. Tenho a sorte de ver muitas emas, siriemas, micos, tatus. Vez ou outra vejo um gavião, tucano, tamanduá, jacaré e capivara. Ver serpentes é a coisa mais rara do mundo. O que almejo mesmo é ver o lobo-guará!

      Imagino o quanto deva ser interessante visitar o pantanal.

      Abraço

  5. Robson Santos
    29 de agosto de 2012 at 17:12

    Acredito que realmente faltou explicar melhor ou demostrar algumas técnicas, como na hora que eles utilizaram uma planta no inicio para obtenção de água (Tinha que ter mostrado características para identificação) achei que ele explicou muito rápido sobre o sistema de orientação por haste vertical, um leigo que ver ficará meio perdido.
    Sobre a caça também acho que deveria ter apenas detalhado a armadilha e a identificação do rastro. Acredito que o programa deve estar mostrando os animais mais propensos para caça de sobrevivência de cada região.
    No geral gostei muito do episódio, principalmente por ser na caatinga, um bioma pouco conhecido por nós.

    • José Luciano Gasparello Filho
      29 de agosto de 2012 at 17:55

      Robson,

      Também senti falta de maiores informações, sobretudo sobre as plantas utilizadas.

      Abraço

  6. Gilberto Pinheiro da Rocha
    30 de agosto de 2012 at 18:14

    Concordo com todos. Faltou mais informação. E alguns procedimentos podem ser mais simples e eficientes. No caso das vespas, não era necessário “incendiar” a colmeia. Aqui no sertão são conhecidos como Boca Torta e basta atirar algumas pedras de longe. A colmeia caindo é abandonada logo. O gatilho do “quichó″(nome dado a armadilha usada na captura do teiú)não é apropriado ao peso da armadilha, há um modelo mais funcional, o demonstrado é para estruturas leves como arapucas.

  7. Assis Araujo
    1 de setembro de 2012 at 00:44

    Achei o episodio na Caatinga interessante. Parabens a dupla. continue e nao ligue para as criticas pois elas sempre virão.

    • José Luciano Gasparello Filho
      1 de setembro de 2012 at 11:06

      Assis,

      Obrigado por contribuir com sua opinião.

      Abraço

  8. Frederico da Silva Hermenegildo
    11 de setembro de 2012 at 03:41

    Principalmente com plantas que teem muitas que são parecidas e o sujeito pegar uma que seja venenosa, aí vai dizer, APRENDI COM O Cel LEITE NA TV. É muita responssabilidade como já falei.

  9. WILLIAM
    6 de janeiro de 2013 at 01:53

    A caça do Teiu foi puro FAKE, o Teiu tem habitos restritamente diurnos, e ele preparou a armadilha no final da tarde.

  10. 27 de janeiro de 2015 at 17:42

    O motivo da caça ao teiú ser “de mentirinha” pode ser visto nas mensagens de aviso do próprio programa, que informa que o IBAMA proíbe a caça de todo e qualquer animal silvestre em todo o território nacional. Também está escrito que os animais abatidos, por esta razão, são provenientes de cativeiro.
    Paciência.

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