Buriti

 

Segundo a Wikipédia, é uma planta muito comum nos estados da região norte, em especial no Pará, Maranhão, Roraima e Rondônia, mas também encontra-se nos estados do Piauí, Ceará, Bahia, Goiás, Tocantins, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso, Acre, Rio de Janeiro e São Paulo. É também conhecida como coqueiro-buriti, buritizeiro, miriti, muriti, muritim, muruti, palmeira-dos-brejos, carandá-guaçu, carandaí-guaçu.

É uma planta muito interessante para aventureiros, em especial sobreviventes. Seus frutos podem ser consumidos, a planta pode fornecer palmito e o mais importante, se existem buritis, existe água por perto!

O trecho de texto a seguir foi copiado do link: http://www.achetudoeregiao.com.br/arvores/buriti.htm

“(…) Inúmeros produtos úteis do buritizeiro são aproveitados pelas populações ribeirinhas de sua região de ocorrência, tanto na sua alimentação como em outras necessidades diárias: bebida natural ou fermentada, sabão caseiro, material para casa, óleo e doces dos frutos, fécula e um líquido potável e açucar do estipe, etc. Da polpa ou mesocarpo prepara-se o “vinho de buriti” mediante o prévio amolecimento dos frutos em água morna; esta prática é necessária para completar o amadurecimento dos frutos que ao caírem ainda estão um tanto duros. Também é chamado em algumas regiões “vinho-de-buriti” o líquido adocicado e fermentado extraído pela incisão de sua inflorescência antes de desabrocharem as flores. Com a polpa também prepara-se o tradicional “doce de buriti”, principal produto derivado desta palmeira e já comercializado em vários estados. (…) Os índios Huitotos do Peru e outras tribos amazônicas preparam dos frutos um suco e uma espécie de “chicha” (cozimento fermentado). O buriti é fonte alimentar importante para os indígenas amazônicos. Da polpa ainda se obtém óleo comestível, empregado principalmente na fritura de peixes. Dos caroços ou sementes pode-se obter um carburante líquido obtido através de fermentação e destilação. Da medula do tronco obtém-se uma fécula amilácea semelhante ao “sagu” da Índia, empregada no preparo de mingaus. A seiva do tronco do buriti é tão rica em açúcar que é possível extrair da mesma a sacarose cristalizada como da cana-se-açúcar. Para a sua obtenção, faz-se um furo no tronco e recolhe-se a seiva num recipiente, produzindo em média 8-10 litros por árvore. O produto cristalizado tem quase 93% de sacarose. Parece que apenas as plantas machos (que não dão frutos) possuem seiva açucarada.
As folhas novas do buritizeiro dão cordas resistentes. O pecíolo da folha fornece material leve e mole usado na fabricação de rolhas e no artesanato regional, como brinquedos, pequenas caixas, etc.(…)”.

Do link http://www.cifor.org/publications/pdf_files/Books/BShanley1001/187_194.pdf foram ainda coletadas outras informações interessantes sobre o uso do buriti:

“(…) Óleo: para fritar peixe, fabricar sabão e cosméticos e como combustível para lamparina.
Folhas novas (ainda fechadas, conhecidas como “olhos”): corda, cestas, cintos, bolsas, esteiras, chapéus, sandálias, capas de agendas e redes. Na Região de Bragança, no Pará, extraem-se muitas folhas para fazer as sogas do tabaco. As folhas
também são usadas como adubo orgânico.
Folhas adultas: no Acre, os talos da folha do buritizeiro são os mais procurados para fazer “papagaios” (pipas). No Pará, as folhas são muito usadas para tecer tipiti e paneiros. No passado, os índios Tupinambá ferviam as folhas de buritizeiro para obter um pó de cor castanha que era usado como sal.
Pecíolo (ou “braço”): fornece material leve e macio utilizado em artesanato. O “braço” tem
uma parte interna esponjosa usada para a confecção de brinquedos, rolha de garrafa, papel
higiênico e gaiola de passarinho.
Estipe: construção de pontes e, por causa de sua propriedade flutuante, o tronco é utilizado
para transportar madeira nos rios. Nesse caso, geralmente, escolhem-se os buritizeiros
masculinos. É no estipe de buritizeiros apodrecidos na água que se desenvolvem os turus.
Os turus são grandes larvas e representam uma fonte de alto valor protéico, além de serem
deliciosos crus ou cozidos(…)”.

“(…)Óleo: como extrair?
O óleo de buriti possui muitos usos, porém custa caro no mercado. Então, vale a pena saber como extraí-lo em casa. Veja como é fácil: bata cada fruto com uma colher ou pedaço de pau. Coloque os frutos em um tambor ou lata contendo água e cubra com folhas verdes para abafar. Leve ao fogo por 4 ou 5 horas sem mexer até que eles amoleçam (mas não deixe a água ferver). Retire os frutos do fogo quando eles estiverem bem moles e raspe a massa com uma colher. Coloque a massa na água para esquentar e, quando o óleo subir, retire-o com uma colher. Esse óleo é excelente para fritar peixe ou fazer bolinhos. O bagaço do fruto é um excelente adubo para roça ou horta. (…)”.

Em algum local, li que os soldados brasileiros, durante a guerra do Paraguai, conseguiam açúçar dos Buritis, segue um trecho da mesma fonte citando como fazer:

“(…)Açúcar de buriti: Em certas regiões do Pará, as pessoas furam o tronco das palmeiras masculinas e recolhem de 8 a 10 litros de seiva para produzir um açúcar amarelo-claro. Dom Antonio de Almeida Lustrosa, Arcebispo do Pará, escreveu na década de 1930: “o caboclo derruba a palmeira masculina e escava seu tronco para afluir a seiva”. Essa seiva é engrossada pela evaporação, transformando-se em mel .(…)”

O melhor texto que encontrei está aqui: buriti

Para saber mais, consulte: 



Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

WP-SpamFree by Pole Position Marketing