Bambu como fonte de alimentação

Na antiguidade essa gramínea espetacular foi utilizada na construção, ornamentação, confecção de utensílios e na alimentação.
Chegando aos nossos dias como uma planta que provê sustentabilidade, por seu rápido crescimento e disseminação, sua madeira vem sendo apreciada por diversos profissionais, de vários segmentos e para variados fins.

O bambu, como fonte de alimentação, já vem sendo utilizado pelos orientais a milênios. Quando no estado de brotação, pode ser consumido, pois sua madeira é tenra e não fibrosa, geralmente podemos encontrar brotos na época chuvosa e ao término da mesma.

Para colhermos os brotos, temos que tomar algumas precauções, nos bambuzais podem se esconder animais peçonhentos como cobras e aranhas, por isso a importância de usarmos perneiras, luvas, óculos de proteção e etc, também temos que ser cautelosos com os bambus cortados, pois a madeira quando possui pontas, pode causar perfurações e cortes.

As luvas são muito importantes, porque algumas espécies possuem pequenos espinhos que podem entrar na pele e causar alergia.

Após colhido, retiramos a casca com o auxilio de uma faca e chegando na parte interna, branca e macia, parecida com o palmito, cortamos em pedaços pequenos e cozinhamos com água e bicarbonato de sódio ou carvão em pó, desta forma, com consecutivas fervuras o gosto amargo é eliminado e o bambu esta pronto para ser consumido.

Seu sabor é similar ao do palmito, podendo substituí-lo. Para que o palmito esteja no ponto de colheita, são necessários vários anos, já o bambu a cada brotação, geralmente anual, o teremos para consumo.

Na hora da colheita do bambu é recomendado que sejam retirados alguns brotos e deixado outros, para a renovação do bambuzal, assim teremos essa iguaria tanto para ser consumido em casa, quanto em nossos acampamentos.

(Toda planta da mata, primeiramente deve ser consumida em casa, para verificar se a pessoa não tem nenhuma alergia, pois na mata o socorro é mais difícil.)

Deus os abençoem, bons acampamentos e um grande abraço.

Comentário Tocandira: tanto o autor do artigo quanto o site Tocandira alertam que é muito perigoso consumir plantas sem conhecimento prévio. A ideia dos textos é orientar as pessoas a conhecer plantas de sua região que possam ser consumidas em uma situação real de sobrevivência. Não incetivamos ninguém sair por aí provando plantas desconhecidas.

 

Edgar Queiroz é paisagista, proprietário da empresa Bella Fiori Paisagismo e Jardinagem e também é praticante de técnicas de Bushcraft e Sobrevivência.
Conheçam o canal do Edgar no YOUTUBE
http://www.youtube.com/user/Edgarbushcraft/videos

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6 comentários para “Bambu como fonte de alimentação

  1. José Luciano Gasparello Filho
    10 de julho de 2012 at 11:40

    Quero ser o primeiro a comentar!!! Ainda na infância, aprendi a consumir os brotos de bambu. Meu pai ensinou a colher os brotos. Eu não sabia destes detalhes para o cozimento. Talvez a espécie que eu consumia não fosse tão amarga. Minha mãe preparava estes brotos junto com carne cozida, o gosto era muito bom!

    Ótimo texto, obrigado pela excelente contribuição!

  2. edmir jose de barros junior
    11 de julho de 2012 at 22:12

    parabens otimo video , eu moro em uma regiao repleta de bambus e ate entao nao sabia que eram comestiveis,inclusive trabalhei em uma empresa que tem uma vasta plantaçao deles e posso visitar quando quiser e vou experimentar valeu.

  3. sidney
    25 de agosto de 2012 at 20:40

    TENHO ALGUNS AMIGOS CHINESES QUE FAZEM UM BAMBU COSIDO QUE PARECE BATATA !!! MUITO GOSTOSO !!! ELES DEIXAM COZINHANDO QUASE 2 DIAS !!!

  4. marcelo
    27 de maio de 2013 at 03:20

    Fica mutio bom tambem se for feito em forma de conserva.
    Uma dica é deixar de molho na água com limão para tirar o amargo e deixar branquinho para a conserva ficar mais bonita e convidativa

  5. Felipe Takemura
    27 de novembro de 2014 at 23:18

    Ola, muito bons seus artigos. Obrigado por compartilhar seu conhecimento. Acredito que o amigo Gasparello consumia uma variedade que é chamada de cana da india, esta espécie é menos amarga e dispensa tanto cozimento como os outros. Abraços. Sempre alerta.

    • José Luciano Gasparello Filho
      28 de novembro de 2014 at 15:56

      Valeu Felipe!

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