A Trilha Ecológica do Jardim Botânico de Brasília

No final das minhas férias de janeiro de 2015 resolvi conhecer o Jardim Botânico de Brasília. O local é muito atrativo tanto em sossego quanto para quem gosta de conhecer sobre botânica. Sofri um bocado para conhecer algumas plantas do Cerrado buscando informações em livros. Se tivesse visitado o Jardim Botânico antes, teria encontrado um local que certamente teria acelerado o meu processo de aprendizado. Existem muitas plantas identificadas nas várias trilhas, inclusive no início da Trilha Ecológica.

Por outro lado, o local não é tão bem conservado. Mesmo com a cobrança apenas simbólica no acesso, a manutenção poderia ser mais cuidadosa. Dois dias antes, eu havia feito minha primeira visita ao local, tenho descrito o que vi em em outro artigo. Resolvi voltar com mais tempo para fazer aquilo que mais me agrada, andar no meio do mato. Para tanto, meu objetivo era fazer a Trilha Ecológica, que segundo informações conseguidas na Internet, tem quase quatro quilômetros de extensão.

Da primeira vez que visitei o Jardim Botânico, iniciei a trilha após encontrar uma placa perto da casa de permacultura. Por falta de sinalização adequada resolvi não continuar naquele dia. Retornando dois dias depois, já procurei me informar sobre o a Trilha Ecológica logo no portão de acesso, aonde ninguém sabia de nada, indicando a ajuda de guardas que ficariam no Centro de Visitantes. No Centro de Visitantes não encontrei nenhum guarda, mas encontrei um jardineiro, que me indicou o que ele “achava” ser a Trilha Ecológica.

Fui até o local indicado e realmente encontrei a entrada da Trilha, que fica bem próxima ao acesso do Centro de Visitantes. Gostei bastante do início da trilha, com muitas plantas identificadas. É uma trilha um tanto selvagem, ainda assim, uma trilha bem definida. Bom, quase bem definida. Com pouco tempo de caminhada, passei por um encontro de trilhas. Sem sinalização, segui a trilha que ia pelo meio do mato. Até aí foi uma decisão fácil, porque a outra trilha era pavimentada. Logo encontrei mais identificações de plantas pelo caminho. Um pouco mais adiante, a mesma situação, novamente o encontro de trilhas diferentes. Segui a mesma lógica e fui adiante.

Não indo muito longe, a coisa começou a ficar mais complicada. Cheguei a uma bifurcação no meio do mato. Arrisquei ir por um lado e achei uma estrada de terra que provavelmente me levaria novamente ao Centro de Visitantes, retornei e segui pela outra trilha.

Adiante, a coisa complicou ainda mais, não era uma bifurcação, mas uma encruzilhada, daquelas boas pra uma macumba! Havia uma fitinha amarrada na vegetação, resolvi seguir para ver aonde iria dar. Eu ainda estava conseguindo memorizar as diferentes rotas e poderia voltar, se necessário. Depois de um tempo caminhado cheguei ao Mirante em construção, novamente encontrei fitinhas, e depois de uma um trecho, outras fitinhas, até encontrar outra encruzilhada de estradas.

Escolhi uma que tinha marcas de pneu de bicicleta, mas depois de andar um bocado sem sinalização retornei para o início da trilha. Não valia a pena correr o risco de prolongar indefinidamente a caminhada até encontrar o caminho correto.

É importante salientar que o mirante pode ser encontrado mais facilmente se você resolver seguir algumas estradas de terra a partir do Centro de Visitantes. Para tanto, se informe qual a direção da Estação Ecológica. No caminho encontrará algumas placas indicando tanho a localização da Estação Ecológica, quanto do Mirante. Mas meu objetivo era fazer a Trilha Ecológica, pelo meio do Cerrado.

É uma pena que a trilha esteja tão mal sinalizada. Também é algo muito perigoso, uma vez que a trilha é livre para qualquer pessoa com pouca experiência mateira pode tentar seguir adiante e se perder, caso não faça as escolhas corretas. Pode ser que todos os caminhos acabem no Centro de Visitantes, mas não há sinalização adequado para ter esta certeza.

Ainda acho o Jardim Botânico um local excelente para relaxar e conhecer sobre botânica. O passeio é muito indicado e, nos finais de semana, o movimento de visitantes é grande. Muita gente vai lá para passear de bicicleta pelas estradas de terra. Infelizmente, falta o cuidado da administração pública com este local que tanto pode incentivar a preservação do Cerrado.

Acompanhe a trilha no vídeo:

 

 

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