A popularização da Discovery Channel e da National Geographic

Ainda na infância, aprendi a admirar o trabalho da National Geographic, atraído pelas fotos em suas revistas de países distantes e dos mais diferentes animais espalhados pelo mundo. Com o passar do tempo e com as inovações tecnológicas, não perdia os documentários em VHS alugados nas vídeo-locadoras. Era sempre um evento muito esperado quando meu pai chegava com um vídeo repleto de imagens com documentários geralmente relacionados aos espetaculares animais africanos.

Anos mais tarde, o único canal que me atraía nas TVs por assinatura era a Discovery Channel, com seus documentários igualmente interessantes. Mais tarde descobri o canal da National Geographic. Com o passar dos anos, para infelicidade minha, cada vez mais os elaborados documentários foram dando lugar a programas de variedades e curiosidades populares, tal qual a TV aberta. Está cada vez mais difícil sintonizar em meus canais prediletos de TV a cabo e assistir um documentário bem produzido, apesar de que ainda existam.

Tenho como uma das minhas atividades de lazer captar imagens de pássaros. Sei como é difícil fazer boas imagens. Animais não seguem script e não esperam a montagem do equipamento ou não se movem em direção ao melhor ângulo, salvo com muita sorte ou persistência de quem filma. Grandes documentários são caros para produzir, levam meses ou anos, geralmente envolvendo importantes pesquisas de biólogos. A National Geographic, talvez percebendo que ganhava por uma lado e perdia por outro diante de programas populares, criou a National Geographic Wild. Pena que ainda é uma opção muito cara para a maioria dos brasileiros.

Há muito tempo já é um evento raro eu assistir à TV aberta. A única coisa que gosto são as transmissões de Fórmula 1. Agora, cada vez menos sintonizo os meus canais prediletos da TV por assinatura. Minto, ainda gosto de me divertir com os Simpsons, na Fox, ou com o Big Bang Theory, na Warner. Com minha esposa assisto alguns programas de culinária. Mas estes são programas que busco um certo tipo de diversão bem diferente dos quase extintos grandes documentários de expedições, de pesquisas sobre animais diversos, de povos e de culturas distantes.

Que saudade do Jacques Cousteau!

4 comentários para “A popularização da Discovery Channel e da National Geographic

  1. Davi Vicente da Fonseca
    17 de dezembro de 2013 at 14:52

    Parabéns á Equipe Da NETGEO PELO MARAVILHOSO TRABALHO QUE VEM EXERCENDO EM TODOS ESSE ANOS. SOU ASSINANTE DE UMA TV A CABO E SEMPRE QUE POSSO, ESTOU APRENDENDO MAIS E MAIS A CADA DIA !

  2. Pablo Iacovazzo
    18 de dezembro de 2013 at 23:10

    Partilho tanto do seu gosto quanto da sua história e da sua tristeza. Quando criança, eu aproveitava qualquer oportunidade de devorar uma National Geographic em algum consultório médico, ou na casa de alguém, mesmo que a edição já estivesse antiga e desgastada (a revista era muito cara, e não era fácil achar por aí). Quando adolescente, antes da internet, cansei de comprar Nationals velhas em feiras e sebos. Eu também me maravilhava com os especiais do Jacques Cousteau, que ainda eram exibidos na TV aberta.

    Acho que essa aura de mistério ajudou a despertar o espírito aventureiro nas gerações que hoje têm 35 anos ou mais. Hoje, com a facilidade do Youtube, Google Earth e coisas do gênero, as coisas ficaram meio banalizadas, sei lá. Claro que são ferramentas incríveis, não estou questionando isso. Mas graças a elas também, eu hoje não vejo a molecada se maravilhando com os “mistérios” do nosso mundo, que tanto maravilhavam as outras gerações.

    E isso também está matando os bons e velhos documentários para TV. A internet já matou, por exemplo, a MTV e a sua cultura de videoclipes. Infelizmente, ela também está transformando canais como o NatGeo, o Discovery e o History em meros exibidores de reality shows. Isso é muito triste, mas é um sinal dos tempos, então, acho que vamos ter que nos adaptar…

  3. Rogerio Horacio
    19 de dezembro de 2013 at 12:34

    Bem concordo com você que a programação do discovery e da NatGeo mudaram com o passar dos anos. Eu também na infância quando nem sonhava em ter tv a cabo em casa me contentava com a TVE canal 2 hoje se não me engano Canal Brasil que em determinados horários exibia documentário da National Geographic ainda com aquela música antiga. Gostava muito dos documentários sobre o Egito antigo, pirâmides e etc. Realmente coisas que hoje em dia quase não vejo mais seja este tipo de documentário ou expedições mostrando a natureza e os animais. Ainda existem mas boa parte deu lugar a outros programas como o “mega construções” ,”como se faz”, “obras incríveis”, “mestres da restauração”, “trato feito” e etc, que também muitos destes acho que estão bem a altura dos antigos documentários, os melhores que vejo atualmente são o mega construções, como se faz e obras incríveis que esta semana mesmo estava apresentando as obras da 2ª guerra no regime nazista, como bankers com paredes de 5 metros de espessura, tanques e aviões. Quanto a natureza um dos últimos documentários que assisti realmente de respeito se não me engano foi a série planeta terra ou planeta gelado não lembro ao certo.

  4. Ronaldo
    16 de outubro de 2014 at 00:33

    Só lembrando que a National Geographic é uma instituição científica mais antiga que a República do Brasil e com o dinheiro ganho financia bolsas de pesquisa pelo mundo e as fotografias da revista estão entre as mais premiadas do mundo, o canal é uma divulgação científica com mais entretenimento para alcançar um n° maior de pessoas.
    Documentários de alto nível levam anos para se produzir como Leões de okavango e os do David Attenborough da BBC por isso é mais comum os doc mais simples.

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