A caça de animais silvestres

Este é um tema polêmico. Conhecendo o perfil da audiência Tocandira, não espero tantas opiniões solidárias à minha. Sou carnívoro, meu freezer está abarrotado de carne vermelha e peixes. Não sou muito fã de frango. Como gosto bastante de autossuficiência, já presenciei o abate de alguns animais domésticos e pretendo até mesmo fazer isso com minhas próprias mãos se um dia chegar a possuir alguma propriedade rural. Parece cruel, mas o fato de ser carnívoro sempre acaba por afastar pensamentos radicais sobre a crueldade de um abate para consumo humano. Domino a construção de diversas armadilhas, afinal de contas, tenho nas técnicas de sobrevivência um grande passatempo, mas nem por isso uso o conhecimentos destas técnicas em situações de caça real. Por outro lado, sou contra a caça de animais silvestres.

Nestes debates sobre a caça por esporte a palavra hipocrisia sempre aparece. Vamos divagar um pouco sobre ela. Acompanho a indústria agropecuária. Ser contra a agroindústria talvez seja um pensamento hipócrita tanto para carnívoros quanto para vegetarianos, a não ser aquelas pessoas que se alimentam exclusivamente de produtos orgânicos, o que não é impossível, mas difícil de fazer. Vocês acham possível produzir soja ou milho em escala para alimentar pessoas e animais sem o uso de agrotóxicos? Não acredito nesta possibilidade em curto prazo. A soja, o trigo, o milho, o feijão são a base da indústria nacional de grãos. Ah, faltou citar o doce açúcar e seus polêmicos canaviais! E os transgênicos? Pode até ser que a tecnologia dos transgênicos seja nociva, mas em minha opinião, isso diminuiu bastante o uso de agrotóxicos, o que pode ser mais benéfico do que a remota possibilidade de produzir abelhas mutantes. Você acredita que os armários de sua casa estão livres de algum produto derivado de grãos transgênicos ou de elementos químicos utilizados durante algum momento da cadeia produtiva?

A indústria da pecuária também pode ser cruel, apesar de abatedouros divulgarem que fazem esforços para abates cada vez mais “humanos”. Digo isso, mais uma vez, por acompanhar o trabalho de produtores rurais. Leio revistas sobre o tema, afinal, um dia, pretendo possuir uma pequena propriedade e não posso me furtar de tais assuntos. Já digo de antemão que pretendo criar algumas espécies para meu próprio consumo, e abatê-los com minhas próprias mãos está em minha pauta.

Justamente pelo fato de acompanhar o trabalho de produtores rurais, também sei o quanto esta atividade em escala pode ser nociva ao meio ambiente. Sem leis e órgãos públicos que obriguem o produtor a manter parte de sua propriedade como reserva obrigatória, muitos deles não as teriam. A maioria deles só mantém mal e porcamente a chamada “reserva legal”. Em locais de difícil fiscalização, como na Amazônia, leis são desrespeitadas claramente neste sentido, prejudicando a biodiversidade em uma velocidade sem igual. As notícias estão por todos os lados, só não sabe de nada quem fecha os olhos e ouvidos aos veículos de comunicação.

Pareço ter fugido do tema, mas este é um exemplo que tanto carnívoros quanto vegetarianos podem ser chamados de hipócritas, dependendo do ponto de vista.

Agora, retomo o tema principal, a caça de animais silvestres. Em minha infância já dei algumas pedradas em passarinhos, meu pai me fez limpá-los e comê-los. Uma forma exemplar de educar a criança no sentido de matar por necessidade e não por esporte.

Hoje, à exceção de comunidades distantes dos grandes centros que têm na caça um modo de sobrevivência, não precisamos caçar para nosso sustento. É uma das vantagens da vida em sociedades organizadas e modernas. Algo que admito é a caça de espécies exóticas introduzidas de forma irresponsável em nosso meio-ambiente. Existem locais que permitem a caça para usar o dinheiro arrecadado em nome da proteção das próprias espécies caçadas. Em minha opinião, este talvez seja um meio eficiente para movimentar o turismo de uma região, mas será mesmo o único meio de proteção dos animais? Há entidades que arrecadam fundos para a proteção de espécies ameaçadas sem o uso da caça como pano de fundo.

A criação de animais domésticos em escala para consumo humano, apesar de também ser agressiva ao meio ambiente, gera emprego e renda numa grande cadeia produtiva que vai desde pequenos e grandes produtores, empresas de insumos, abatedouros, intermediários, fiscais de órgãos públicos e chega às prateleiras de açougues e supermercados. Por outro lado, o abate de animais silvestres gera desequilíbrios ecológicos. A diminuição de uma espécie acaba por afetar uma complexa cadeia alimentar que também pode ser prejudicada com os desmatamentos.

Sou do tempo que os jacarés quase sumiram do mapa do Brasil devido à matança indiscriminada para abastecer o comércio estrangeiro de peles. Vejam bem, é um bicho que se prolifera em grande velocidade se comparado a grandes mamíferos, mesmo assim, quase foi extinto. Em muitos locais do mundo, grandes felinos, ursos, elefantes e outros grandes animais invadem cidades, vilas e aldeias próximas demais às regiões selvagens, aglomerações urbanas que também se proliferam a ponto de discutirmos até quando os recursos naturais serão o suficiente para todos os humanos no mundo. Discute-se até mesmo se haverá guerras por água potável.

Do mesmo modo que a caça, até mesmo a pesca pode ser agressiva ao meio-ambiente. Quantos pescadores amadores fisgam apenas o suficiente para seu próprio consumo? Poucos praticam o pesque-e-solte. O comum é encher os puçás com carne de peixe gratuita, pouco importando se estão afetando o equilíbrio dos rios e mares. Não se surpreendam se leis mais severas contra a pesca surjam num horizonte próximo. Leis severas e uma fiscalização mais rígida foram necessárias para proteger nossos jacarés, talvez sejam necessárias também para a proteção de algumas espécies de peixes.

Notem que não falo na crueldade da caça ou da pesca. Isso, sim, seria hipocrisia, já que este texto vem de um carnívoro que não dispensa a gordurinha de um pedaço de picanha ao ponto ou um filé de linguado assado. O que falo é sobre a falta de limites dos seres humanos que acabam por causar sérios problemas ao meio-ambiente. Temos carne em abundância à nossa disposição, que geram emprego e renda. Basta ir ao supermercado mais próximo.

Outra grande diferença entre os animais silvestres mortos por esporte para os animais criados em escala para consumo humano é a velocidade e a dificuldade de reprodução. Por um lado, inseminação artificial, melhoramento genético, alta conversão alimentar, acompanhamento veterinário, etc. Do outro lado uma complexa série de eventos que vão desde os combates naturais para definir o macho dominante, a dificuldade de proteger as crias e alimentá-las em ambiente selvagem, os caçadores (legais ou ilegais), doenças comuns, diminuição do habitat natural, etc. Fotos como a da moça caçadora de leões me revoltam pelas razões citadas somente neste parágrafo.

Outra coisa que um cidadão deve respeitar são as leis de seu país, você pode não concordar com elas, mas por mais que sejam leis duras, devem ser cumpridas. Existem meios de mobilização popular que podem pressionar parlamentares para aprovação de leis que favoreçam suas ideias. Se for o caso, mobilize-se. Só não acredito que o mundo ande no sentido de afrouxar leis que protejam o meio ambiente.

Algo que se aproxima muito da caça em emoção é a captação de fotos e vídeos de animais silvestres. Você precisa da mesma paciência, por vezes precisa cevar o local, muitas vezes é necessário deslocar-se pelo meio do mato. Mas, ao invés de disparar sua arma, você irá disparar o botão de sua máquina fotográfica ou filmadora!

Este é o meu ponto de vista. Salvo raras exceções citadas no texto, a caça esportiva não é uma necessidade do ser humano moderno. Não espero convencer ou converter ninguém. Só não me darei ao trabalho de publicar comentários desrespeitosos, por outro lado, gostaria de saber sua opinião, seja ela contrária ou parecida com a minha.

 

 

 

57 comentários para “A caça de animais silvestres

  1. Honorio Luiz Grassi
    19 de novembro de 2013 at 16:15

    Sou contra a caça esportiva, por prazer, por espírito de emulação. Acho que ela é apenas uma primitiva reminiscência “guardada” no DNA humano desde os primórdios do homem que tinha de caçar, matar para sobreviver. Caçar/matar por prazer, por espírito de emulação é torpe e obsceno. É uma conduta espiritualmente imoral e uma distorção sobre a afirmativa que a “a caça regulamentada preserva”. Discordo. A caça regulamentada em reservas de caça é apenas o resultado da diminuição do habitat selvagem invadido pela atividade humana. Não discordo da caça de sobrevivência, afinal, o homem sempre foi onívoro e sempre será. Finalizo dizendo que me faz mal ver a morte de qualquer animal, apesar de adorar um bom filé com fritas e um bom churrasco. É a contradição humana, admito. Sou humano

  2. Gilberto
    19 de novembro de 2013 at 16:31

    O assunto gera polêmicas. Minha postura é contra a caça e fundamento a postura no fato de “EU” NÃO sentir prazer algum em matar. Quanto aos animais criados para abate… acredito que se justifique diante a organização social atual. No mundo vigente, manter a antiga postura de caçador com fins de subsistência não procede. As ofertas atuais “suprem” nossa necessidade em alimento de origem animal. Matar por necessidade é bem diferente de fazê-lo por prazer.

  3. 19 de novembro de 2013 at 16:37

    eu sou a favor em certas circunstancias. Como por exemplo quando a uma super população de uma espécie, em uma determinada área , assim a caça ajuda a manter o equilíbrio natural . E também quando a uma espécie não natural do local como por exemplo o javali no Brasil , que foi trazido da Europa e está eliminando espécies nativas. eu chego a conclusão que para preservar devemos caçar ..

  4. Pedro Miglio
    19 de novembro de 2013 at 16:45

    Bem articulado texto, focando justamente na preservação e conservacionismo. Mas financeiramente, a caça esportiva gera muitos dividendos, assim como a caça fotográfica, mas com muito menos aficcionados em querer passar um noite em um palete para fazer uma fotografia que uma trail can poderá fazer. Gosto de caçar, aprecio a caça por aproximação, a caça com ceva de alimento ou água penso eu deve ser voltada para a subsistência, vez que é a ida de animais a ceva é frequente, o que não ocorre com a aproximação ou espera de passagem. Vejo a caça esportiva como excelente complemento de renda para o homem do campo no caso de locação de paletes, esperas ou até mesmo acomodações para temporada de caça, vez que no nosso país é ilegal a venda de animais para caça. Sem contar a necessidade de preservação de flora para fixação dos animais. Além do que o manejo populacional pela caça é interessante pois controla e reduz risco de mortandade por pragas e riscos de prejuizos a produção agrícola e pecurária, o que acaba gerando reações agressivas e mais danosas de quem sofreu o dano.
    Sem dúvida é um bom tema a ser discutido, sem contar o gosto e prazer em caçar, o que pelo politicamente correto de hoje é dia, considera-se feio ou impensável em abertamente e publicamente admitir. No meu entender são reações primitivas do homem e de qualquer ser vivo, e sim, sou capaz de admitir, eu gosto, apesar de ser mais comum aos humanos o linchamento de um semelhante ou invés de auxílio a outrem que morre de fome na calçada em frente de sua casa.

  5. Alexandre Ricartes
    19 de novembro de 2013 at 16:48

    Sou contra a qualquer tipo de caça esportiva para qualquer tipo de animal! Caçar não é esporte! É uma questão de sobrevivência e necessidade! Se não vai comer, se alimentar do que você mata, então não mate!

  6. Renato Raucci Filho
    19 de novembro de 2013 at 16:48

    Sou contra ! A caça só é necessária devido a intromissão do homem ! A natureza por milhões de anos tratou de equilibrar, o homem em pouco mais de 1 século acabou com quase tudo !!

    • Vinicius Dutra Gomes Pinheiro
      18 de setembro de 2015 at 18:20

      Concordo com seu ponto de vista. Mas o homem faz parte da natureza.

  7. sandro domingues
    19 de novembro de 2013 at 17:42

    sou contra, é bem melhor admirar um animal livre na natureza do que mata-lo!

  8. Miguel
    19 de novembro de 2013 at 17:58

    Estou virando teu fã, parabéns pelo blog e por este texto.

    Eu já abati todo tipo de animal doméstico, vaca, galinha porco, etc. Até já comi uma perdiz que atropelei (por remorso de ter matado o animal, mesmo), mas acredito que um animal em ambiente controlado, mantido e custeado para alimentação humana difere muito de ir até o habitat de um animal, já fragilizado pela ação antrópica, e matá-lo sem critério algum. Desta forma não como e combato a caça sempre que possível (faço denúncias e entro em debates com toda pessoa que se declara um caçador), acredito que mesmo as espécies nativas possam ser consumidas desde que criadas em cativeiro, mas ir até seu habitat e matá-las é cruel e não faz mais sentido no mundo moderno.

    Quanto a pesca, meu passatempo predileto, vejo que as pessoas não possuem a mesma consciência de preservação, poucos sabem o prazer do pesque e solte. Eu basicamente abato peixes de açudes e criatórios para meu consumo, mas em ambiente natural evito ferir qualquer animal e isto inclui peixes.

  9. Danilo Santos Silva
    19 de novembro de 2013 at 18:06

    Bom, hoje em dia, vemos muitos programas que mostram a pesca esportiva. Eu sou contra a matança de animais por esporte. Acredito que só a necessidade de matar quando se à necessidade de alimento. Se existisse, e acredito que exista, um modo de se caçar assim como na pesca, não teria nada contra. Pensando, alguns estudiosos utilizam sonífero para poderem colocar chip’s de localização em alguns animais, certo? Talvez, seguindo essa forma eu seria a favor, mas ainda é algo para se pensar. O tocante é, qual é a necessidade de se matar um animal silvestre? hoje existem câmeras fotográficas que podem saciar “nosso desejo” de ter grandes historias. Sou a favor da observação, conservação e regeneração. Já destruímos tanto o habitat de animais silvestres e aniquilamos a vegetação de algumas áreas. Acredito que esteja na hora de pararmos de pensar em caças e começar a pensar no que deixaremos para nossos netos, bisnetos. Talvez a geração futura não conhecerá metade do que nós conhecemos hoje em dia. Seria muito pararmos um pouco e pensarmos nela?

  10. Flavio
    19 de novembro de 2013 at 18:24

    Matar por matar ? qual o prazer em matar um animal sem objetivo nenhum. Em algumas situações de sobrevivência é necessário mas fora isso quer caçar ? utilize uma câmera fotográfica, faça um lindo pôster e pendure na parede.

    • Vinicius Dutra Gomes Pinheiro
      18 de setembro de 2015 at 18:25

      O prazer está na caça. É uma façanha conseguir atingir mortalmente um animal à distância. Assim como acertar um tiro ao alvo “na mosca”. Ainda mais quando é um animal grande que poderia te matar.
      Não sou a favor da caça. Não caço. Só estou explicando o prazer da caça.

  11. Edson Maia
    19 de novembro de 2013 at 18:25

    Totalmente contrário, acho essa prática uma coisa medieval e sem cabimento nos dias de hoje. A única coisa que justifica matar um ser vivo é para alimentar-se, fora isso não há justificativa aceitável. Todo ser que respira tem direito a vida.

  12. RTM
    19 de novembro de 2013 at 18:34

    Esses animais são criados em Game Farms ,fazendas de caça , onde se destinam a caça esportiva por troféus , são fazendas como as nossas de gado porem criam fauna selvagem e o abate se dar através da Caça . Essas fazendas tiraram todos os animais da AS de risco de extinção,apenas o rinoceronte hoje corre esse risco devido a caça ILEGAL . Então se vc cria uma espécie de predador qualquer ,como leão por exemplo , e ela não te cria recursos financeiros que justifiquem sua conservação e multiplicação de população na sua fazenda ,certamente vc a descartaria e substituiria por outra que possa ao menos se custear o manejo . Uma caçada de leão gera entre 10 e 25mil Dolares e parte dessa renda vai p/a conservação da espécie , se ninguem se interessasse em caça-los legalmente ,essa renda não existiria e a espécie hoje talvez atravessasse grande risco de extinção. Esse é o sistema mais sustentável de fauna e flora do mundo e é válido p/todas as espécies africanas com raras excessões como os rinocerontes .

    Alguns fatos interessantes sobre a indústria da caça na África do Sul:

    Estatísticas de 2012 pelo Dr. Herman Els

    * 10 anos atrás, havia menos de 5 000 fazendas de caça na África do Sul

    * Hoje (2012), existem 12 000 fazendas de caça na África do Sul

    * 20 milhões de hectares de terra é de propriedade privada que representa cerca de 70% de uso da terra para conservação da vida selvagem, os outros 30% é de propriedade do governo reservas de caça nacional e provincial

    * Reservas de caça de propriedade do governo não conseguiria conservar todos os animais selvagens na África do Sul de forma eficaz e dependem fortemente dos agricultores e das fazendas de caça para ajudá-los

    * A indústria da caça gerou R 7,7 bilhões em 2011 – .25% do PIB nacional SA

    * R 3,1 bilhões por ano foi gerado a partir de cerca de 250 000 caçadores biltong na África do Sul

    * R 2,1 bilhões por ano foi gerado a partir de cerca de 15 000 caçadores de troféus do exterior

    * O saldo foi gerado a partir add-on de serviços de alimentação, e acomodações

    * Troféu de caça tem um menor impacto sobre a vida selvagem do que biltong caça

    Caça * é de longe o maior gerador de receita para os agricultores e fazendeiros.

    * A venda de animais representa somente cerca de 5% da receita gerada pelos agricultores e fazendeiros

    * Existem mais de 500 lojas de luxo com o tema e pessoal voltados as reservas de caça privadas na África do Sul

    * 60% de todos os animais selvagens na África do Sul são de propriedade privada fora dos parques nacionais e provinciais

    * Caça Esportiva esta entre os maiores contribuintes para a conservação da vida selvagem .

    Fazendas de caça * criam empregos três vezes mais do que em uma fazenda de gado normal,

    * Nos últimos anos, mais de 70 000 postos de trabalho foram criados em fazendas de caça recém-criadas

    * Até 2020, a indústria terá criado um adicional de 220 000 novos empregos

    A indústria tem visto espécies como Rhino, Sable e Roan, protegidas pelas game farm voltarem para seu habitat em números saudáveis.A Caça desportiva desempenhou um papel no fornecimento de game farm com a renda necessária para sustentar a criação desses animais.

    Caça fornece o financiamento necessário para ajudar na conservação da vida selvagem eficaz como em muitos casos é um exercício extremamente caro. A Caça também proporciona emprego a muitos desempregados na África e é uma fonte principal para olhar para a futura segurança alimentar como o uso da terra arável para a agricultura está sob pressão devido ao crescimento populacional. Carne de caça é uma fonte alimentar a considerar para nossas futuras gerações.

    Observamos o fato de que há diferença de opinião entre os caçadores e não caçadores Respeito as opiniões dos não-caçadores. Contudo, mostrar a não caçadores de forma objetiva e tentar faze=los entender o impacto positivo da caça desportiva em na nossa sociedade em geral, avaliando questões como o impacto econômico para a conservação da nossa fauna, a re-introdução de espécies previamente minguantes, emprego e segurança alimentar. Todos estes são pontos importantes a considerar quando a indústria da caça está a ser examinada ou criticada.

  13. 19 de novembro de 2013 at 19:52

    Eu sou a favor da caça no caso de controle populacional, como aqui no Japão, agora esta aberta a temporada de caça aos veados, por sua grande população!

  14. Guilherme Ferrari Barbosa
    19 de novembro de 2013 at 20:03

    Sou totalmente a favor de qualquer tipo de caça feita de forma sustentável. Seja ela para obtenção de carne,controle populacional ou para troféu.
    É graça a caça esportiva que hoje ainda temos animais selvagens andando pela terra, caso contrário tudo já teria sucumbido para dar lugar a pastagem/lavouras e cidades…

  15. Fabio Luiz de Andrade Braga
    19 de novembro de 2013 at 20:48

    Gasparello, se não gosta de matar não mate, mas você reparou que nos Estados Unidos se caça e muito! fazem isso há 500 anos e existe muita caça disponível. O fazem lá é seguir regras rígidas para que as espécies se reproduzam e assim evitem os riscos de extinção. Quando se passa um trator derrubando a mata, automaticamente estão acabando com a possibilidade de reprodução de quase todas as espécies e isso sim é que precisa ser controlado, não a caça por princípio. Quanto a sustentabilidade do planeta, enquanto não pensarmos em controle de natalidade, pode dar adeus a nosso prazer de conviver com a natureza como a conhecemos. Dizem que o mundo pode comportar 15 bilhões de pessoas, a essa altura a Amazônia e o Saara vão ser um mar de cana e soja, e quando formos 16 bilhões, 17… ??? todos precisam comer, vestir-se, morar, locomover-se, trabalhar e aí? os caçadores vão ser culpados de que? Há uns 30 anos que não caço por dó, os animais no Brasil estão em desvantagem com ou sem caçadores. Essa é uma bandeira que você poderia levantar usando seu conhecimento e prestígio e tenho certeza, com o apoio de todos nós.

  16. Maicon Santana dos Anjos
    19 de novembro de 2013 at 20:59

    As primeiras imagens deste post já sintetizam tudo. Caçar por esporte não tem nada de esportivo, trata-se de matar por diversão.
    Não confundir com caça de subsistência, que é um recurso necessário para quem realmente depende disso para viver, mas que também deve ser feito com responsabilidade.
    Eu gosto de música caipira, minha família é do interior de MG, e há muitas músicas e histórias de caçador, no entanto falam de uma época diferente, onde a caça fazia parte da rotina do interiorano, fazia-se necessária aos homens do campo assim como ainda é necessária para os índios e ribeirinhos que vivem em regiões de difícil acesso.
    Ou seja: sou contra tratar a caça como esporte.

  17. Luiz M. Piacentini
    19 de novembro de 2013 at 22:12

    Nãovou entrar no mérito se é moral ou imoral. SOU A FAVOR DA CAÇA. Há outras coisas a serem tratadas mais importantes do que isso,mas parece que é ignorado pelas mesmas pessoas que protestam contra a caça. Sou contra futebol(o povo se mata por futebol). Porque não se matam por direitos ou proteger o que é nosso, o Brasil???.; Feriados em demasia, balada, bebedeira e volante, vagabundagem, pedofilia, latrocínios, corrupção política, etc, etc, etc….Contra tudo isso não vejo abaixo assinado, protestos verdadeiros, etc. Falácia…..enquanto isso destroem o Brasil e ninguém protesta…..quero ver quando acabar o papel higiênico. .

  18. Márcio
    20 de novembro de 2013 at 03:02

    Sou totalmente contra a caça de animais selvagens, matar um animal por diversão é uma crueldade por parte do ser humano, que não tem o direito de invadir o território dos animais selvagens, temos ai um exemplo, várias espécies de animais foram extintos, e um dos motivos é a caça predatória, somos animais racionais, como somos seres humanos, Deus, criador da vida e da natureza, nos deu o dom de sermos racionais, com isso devemos retribuir a Deus o dom da sabedoria, que pode ser visto de uma maneira onde devemos preservar a vida, não só a nossa, como também de todas as espécies de vida na terra

  19. 20 de novembro de 2013 at 03:27

    Pelo amor de Deus, chamar de ”esporte” assassinar animais como estes, é demais pra mim. Eu realmente devo ser muito ignorante no assunto pra pensar assim, mas é assim que penso é nada vai mudar minha opinião. Sinceramente, acho que deve haver outras formas de manter o equilíbrio do ecossistema como castração por exemplo, tem que existir outra maneira! Quanto mais conheço o ser humano mais eu gosto do meu cachorro! Como alguém pode sentir prazer em matar com um tiro um Leão africano ou um Elefante? E isso com uma Sniper no mínimo a uns 500 m de distância, pura covardia!! Qual a espotividade nisso??. E tanta covardia que só um ser humano é capaz de cometer e achar que tá certo. Quer esportividade….vai caçar leões com lanças, igual a essas tribos Africanas que caçam esses felinos a séculos pois faz parte da cultura deles durante na iniciação de um menino para um guerreiro. Quero ver se tem culhão!!!Quero ver se tem sangue no olho!!! Ai sim vejo ”esportividade” nisso!! Agora na bala quando o bicho ta bebendo água, porra, ai é a iniciação de um homem para um merda um frouxo na minha humilde opinião. Resumindo: Esporte é quando ambos tem chances de ganhar, isso é esporte.

  20. 20 de novembro de 2013 at 05:10

    Prezado José Luciano Gasparello Filho,

    Sou um admirador do seu trabalho na Tocandira já algum tempo acompanho esse espaço dedicado a “coisas do mato”, sobrevivencialismo ou como chamam ultimamente “bushcraft”, entretanto fiquei muito surpreso quando lí um artigo aqui falando contra a caça dita esportiva e que tecnicamente chamamos de “amadora”, ainda mais tendo como argumentos de que a caça regulamentada possa ser prejudicial à fauna!

    Como da Africa um colega já escreveu sobre a importância da caça para a conservação, gostaria de deixar aqui mais algumas informações sobre este tema e fico a disposição no que for necessário para lhe esclarecer melhor sobre este assunto, uma vez que são mitos e inverdades que tem criados muitos problemas à conservação em nosso país ao ponto que por vários anos chegou-se a proteger uma espécie exótica e invasora como o javali em detrenimento das espécies nativas que esses bichos têm destruido dia e noite, lá vai então:

    Razões pelas quais caça é conservação

    Reasons Why Hunting Is Conservation

    Em 1907, apenas 41 mil alces existiam na América do Norte . Graças ao dinheiro e trabalho duro investido por caçadores para restaurar e conservar o habitat, hoje existem mais de 1 milhão.

    Em 1900, apenas 500 mil whitetails restavam. Graças ao trabalho de conservação liderado por caçadores, hoje existem mais de 32 milhões.

    Em 1900, apenas 100 mil perus selvagens existiam. Graças aos caçadores, hoje existem mais de 7 milhões.

    Em 1901, alguns patos restavam. Graças aos esforços dos caçadores para restaurar e conservar as zonas húmidas , hoje existem mais de 44 milhões.

    Em 1950, apenas 12.000 pronghorn existiam. Graças aos caçadores, hoje existem mais de 1,1 milhões.

    Preservação de habitat , pesquisa e trabalho para aplicação das leis de fauna, tudo pago pelos caçadores , ajudaram inúmeras espécies selvagens não envolvidas com a caça.

    Através de licenças e taxas estaduais ,os caçadores pagam 796,000 mil dólares por ano para programas de conservação.

    Através de doações a grupos como RMEF (Rocky Mountain Elk Foundation), caçadores adicionaram 440.000.000 milhões dólares por ano para os esforços de conservação.

    Em 1937 , os caçadores americanos solicitaram um imposto de 11 % sobre as armas , munições, arcos e flechas para ajudar o fundo de conservação da fauna. Este imposto , até agora, arrecadou mais de 7200 milhões dólares para a conservação da vida selvagem. O imposto de 11 % sobre as armas , munição, arcos e flechas gera 371.000 mil dólares por ano para a conservação.

    Todos juntos , os caçadores americanos pagam mais de US $ 1,6 bilhões por ano para programas de conservação. Mais que muitas organizações não governamentais contra a caça!

    Esportistas da vida selvagem movimentaram mais de US $ 90 bilhões em 2011, que é mais do que as vendas globais combinadas da Apple iPhone ® e iPad ®, no mesmo ano.

    Três em cada quatro americanos aprovam a caça , caçadores são a maior força positiva dos Estados Unidos para a conservação.

    Como contribuintes , os caçadores também financiam os EUA Fish and Wildlife Service, Serviço Florestal dos EUA , etc.

    A caça conservacionista e a economia indireta juntas, geram 38.000 milhões dólares por ano em gastos no varejo.

    A caça suporta 680 mil postos de trabalho, a partir de guardas até garçonetes , de biólogos até funcionários de hotéis.

    Caçadores são o combustível por trás da RMEF (Rocky Mountain Elk Foundation) por seus 6,3 milhões de hectares e pela conservação de habitat que promovem. Mais de 95 por cento dos 196.000 membros são caçadores apaixonados .

    A caça é uma ferramenta de gestão da vida selvagem , a caça ajuda a populações de animais selvagens equilibrando-as com os limites que a terra pode suportar, com os danos às culturas e com a redução em surtos de doenças.

    Caçadores ajudam a gerenciar o crescente número de predadores, como pumas , ursos , coiotes e lobos. O governo americano gasta milhões para controlar os predadores e varmints, enquanto os caçadores têm se mostrado mais do que dispostos a pagar por essa oportunidade.

    Colisões com cervos matam 200 motoristas e custam US $ 10 bilhões por ano para os USA. Para cada cervo atropelado por um motorista nos estados unidos, os caçadores abatem seis. Sem este controle o custo e o número de vidas perdidas seria muito maior.

    Caçadores favorecem a conservação e suas famílias. A caça é uma maneira saudável de se conectar com a natureza, respirar ar puro, comer mais carne orgânica, magra, do mundo ao ar livre.

    Os americanos gastaram mais de 282 dias caçando em 2011.

    Desportistas contribuiram quase US $ 8 milhões por dia, e apoiaram as agências de vida selvagem e conservação.

    A partir de 2012, caçadores e atiradores desportivos já pagaram mais de US $ 7,2 bilhões em impostos sobre o consumo.

    A caça global trouxe mais receita (38300 milhões dólares) do que Google (37.900 milhões de dólares) ou Goldman Sachs Group (36,8 bilhões de dólares). Se a caça fosse uma empresa, o valor gasto por esportistas para apoiar suas atividades, a caça a colocaria como número 73 na lista do Fortune 500.

    Os números de caçadores estão em queda, enquanto os gastos do caçador com conservação sobem. Devoção inigualável!

    Ávido caçador, Theodore Roosevelt criou florestas e pastagens nacionais americanas e sempre protegeu 230 milhões de hectares para a fauna e para o público poder usar e desfrutar.

    Com financiamento do caçadores, a RMEF (Rocky Mountain Elk Foundation) ajudou a restaurar rebanhos de alces selvagens em seis estados e províncias.

    Como a sociedade perde cada vez mais seus vínculos com a vida selvagem, conservação e os laços com a natureza, as próximas gerações formadas por caçadores conservacionistas são a maior esperança para a perpetuação de verdadeiros ambientalistas .

    Informações financeiras via Heritage Sporting da América : Abastecendo a economia americana ( Janeiro de 2013) e Hunting in América : uma força econômica para a Conservação ( Janeiro de 2013)

  21. Geverson
    20 de novembro de 2013 at 12:05

    Caro José Luciano, bom dia.

    Eu gostei do seu texto de uma maneira geral e acompanho seus posts. Em relação a caça, tenho uma opinião um pouco diferente da sua. A caça é necessária hoje e sempre será, seja para conservação/controle, seja para alimentação. Hoje eu caço somente o Javali que é o que se pode caçar LEGALMENTE (o IBAMA chama de abater, mas abater e caçar para mim, é a mesma coisa). No RS é uma prática comum a muitos anos, isso por necessidade, visto que esses animais causam grandes problemas onde ocorrem. No Brasil foi autorizado agora, mas esse abate já era realizado. A própria prática de soltura de porcos contribuiu de uma forma geral para que isso acontecesse, visto que onde não há o Javali, há o porco selvagem ou o porco monteiro. Basta sair da Cidade um pouquinho que você encontra o estrago que eles fazem. Aqui no norte do MS onde essa prática é comum, está se acabando com a fauna silvestre. Catetos e Queixadas somem e os porcos ´´domésticos“ tomam conta. Paca então, com as beiras de rio varridas pelos porcos, simplesmente desaparecem. Outra questão importante, e que já vi acima, é a questão das matas. Na minha região (Coxim/Jaurú), são inúmeros os relatos de depredação. Você tem um córrego na sua propriedade, cheio de peixes e animais silvestres como a Paca, seu vizinho desmata, planta pasto, esse córrego seca (pelo menos parte do ano), e os animais somem. É esse conceito de que algo some, simplesmente por sumir, na teoria os animais se mudariam para outros locais, mas o problema é que não existem esses outros locais, eles também foram desmatados, então esses animais simplesmente somem. Nesse contexto entraria a conservação baseada em fazendas específicas para isso, com criação, abate, sej a por caça, seja por faca, para consumo. Veja outro exemplo. A paca é o animal mais apreciado gastronomicamente pelos caçadores. Não sei se já teve oportunidade de experimentar e se teve já comprovou isso. Sua caça é proibida mas isso não impede que seja abatida por ´´caçadores marginais“, ´´descumpridores da lei“. Porém veja que interessante, eu tenho realizado uma pesquisa sobre conservação/caça/competição entre espécies e o que tenho encontrado é uma consciência por parte dessas pessoas que não imaginava que existia. Respeitam o animal, respeitam seu período reprodutivo, mantém seu habitat intocado, mantém pontos de alimentação com árvores frutíferas ou com pontos artificiais, ou seja, na maioria dos casos há um aumento da população mesmo com a presença da caça, e não uma diminuição, ao contrário de onde se passa o link e se faz pasto. O futuro dos animais silvestres do Brasil, sem um política reguladora baseada na conservação, traçando metas firmes e com fiscalização firme, angariando fundos particulares (baseados no lucro), é simplesmente ser transformado em pasto e terra. É um tema interessante e apaixonante, muito amplo. Precisa ser amplamente discutido pois acredito que através dele se chegue a resposta para a conservação de toda fauna brasileira, basta vontade…

  22. 20 de novembro de 2013 at 12:10

    Sou a favor da caça organizada e fiscalizada. Será que os países do primeiro mundo estão todos errados? só o Brasil está certo!!!! Acho muita demagogia sobre o assunto. Caço todo o ano no Uruguay e enquanto minhas pernas aguentarem vou continuar caçando, pois o que vale é o meu pensamento e não os demais.

  23. Rodrigo
    20 de novembro de 2013 at 12:40

    Totalmente FAVORÁVEL à LEGALIZAÇÃO DO ESPORTE!

  24. Daniel Terra
    20 de novembro de 2013 at 12:41

    Irritante é a forma como se confunde preservação com piedade nesse país. A grande maioria dos atos dos “ambientalistas” se resume em “dó de ver o bichinho morto” e isso é um pensamento made in Brazil, em lugar nenhum do mundo há esse contra senso, pelo menos não nessa escala. Acredito se cada “protetor” da natureza trocasse metade do tempo gasto com retórica e fosse conviver com a natureza (digo acampar, fazer trilhas, se socar no meio do mato mesmo)veriam que a coisa mais cruel que existe no mundo é a própria natureza. Os filhotes e os idosos são o prato principal dos predadores, o mais novo mata o mais velho em brigas por fêmeas, os leões matam os filhotes de guepardos para manter a população concorrente e as orcas não só matam como se divertem matando as focas. Piedade por piedade em relação à natureza é sinônimo de hipocrisia e desconhecimento. Um frango de granja ou animal selvagem tem o mesmo direito à vida, contudo se tivesse que escolher preferiria viver livre me alimentando do que a natureza oferece e morrer na mira do rifle de um caçador do que viver confinado, comendo hormônios para crescer e engordar rápido e ser abatido de forma cruel e dolorosa para virar artigo de consumo em supermercado. Não se esqueçam também os vegetarianos que aquela alface verdinha também é um ser vivo que precisa ser morto para te alimentar.

    • Vinicius Dutra Gomes Pinheiro
      18 de setembro de 2015 at 18:44

      Falou tudo. Perfeito.

  25. Luiz carlos
    20 de novembro de 2013 at 12:54

    Sou a favor da caça esportiva,desde que com as devidas regulamentações ,um exemplo estados unidos,geram milhões anuais com esta atividade ,o Peru que é uma ave nativa de lá chegou a ser extinta na natureza quando não era regulamentada,quando perceberão o erro a espécie foi reintroduzida usando animais que ja estavão domesticados.la caçadores ilegais virão caça também,porque lá faz se respeitar as leis diferente do Brasil onde lançam uma lei proibitiva sem nenhum estudo,o jacaré do pantanal quase se extinguil hoje é praga,peixes diminuindo a cada dia e nada é feito,há relatos de invasão de bagres africanos em vários rios brasileiros e nada é feito,na África as reservas são protegidas por guardas extremamente armados se não fosse isto ja estariam todos extintos porque eram usados como alimentos para tropas durante suas muitas guerras civis e tribais,caça esportiva tem seus prós e contras,pesquisem sobre a sistema americano tem muitos exemplos bons,enquanto no nosso pais a caça rola sem controle,com leis fantasiosas,desmatamento rolando Souto,e nossos políticos enchendo o bolso,enquanto a TV acompanha a mentira,educar e regulamentar seria a solução ,Argentina,Uruguai ,Chile,vários vizinhos nossos geram muito dinheiro com isto dinheiro este que é aplicado e retornado aquelas áreas para ampliação e preservação ,mas a cada dia que passa a IDÉIA comunista deixa nosso povo mais letárgico e acreditando em fantasias,respeito as idéias e opiniões alheias,mas no Brasil acostumamos a esperar que políticos façam alguma coisa e não nos movemos para nada.

  26. Rogério O. Cherubin
    20 de novembro de 2013 at 13:05

    Texto muito bom.
    Infelizmente, numa época em que tudo é errado, as pessoas entram na onda do politicamente correto.
    Não pode falar de amor quem nunca amou.
    Da mesma forma, não pode falar de caça, quem não pratica.
    Simplesmente pq não tem as informações, os dados, não sabe o que é relevante ou não. Não conseguem imaginar como a caça ajuda a preservar as espécies.A pessoa só pensa no pombo morto. Não consegue pensar que houve o desmatamento e que isso acabou com os inimigos naturais. Que no lugar tem lavouras e mais lavouras, o que dá abundância de alimentos e o animal se prolifera com mais rapidez e segurança. Nesse caso, como em outros a caça, na verdade, faz o papel da natureza, que é o de equilibrar o meio ambiente.
    Eu também acho terrível ver um caçador com um leão, leopardo, elefante abatidos. Mas o fato é que se paga uma fortuna para abater um animal desses. E esse dinheiro é justamente usado nas pesquisas, conservação de habitats, entre outras coisas. É o sacrifício de alguns para a redenção da maioria.
    Sem os caçadores, não haverá mais proteção, porque são eles os maiores defensores das espécies.
    Com os peixes ocorre o mesmo. Hoje, os pescadores esportivos fiscalizam, queimam redes, combatem a pesca predatória, fazem campanhas de repovoamento, conscientização e tantas outras ações. Até pq se esperarmos pela legislação e pelo governo, aí acaba tudo amigos!

  27. domingos stuchi junior
    20 de novembro de 2013 at 14:09

    caça tema que deve ser respeitado, caçar ou não é um direito do individuo uma opção, a caça é uma atividade humana, não um esporte ou qualquer outro adjetivo, o objetivo principal da caça é conseguir alimento, conviver com a natureza em harmonia e respeito. devemos incentivar o abate caça de animais p/ consumo e preservação, pesquisem um pouco sobre o tema e verão o quanto a caça sustentável tem feito pela preservação e conservação dos ecossistemas no mundo todo, não podemos ser hipócritas de ser contra o abate de caça e ir ao supermercado pegar uma peça de carne, achando aquilo natural, vastas áreas naturais foram destruídas e modificadas p/ produzir alimentos p/ animais comerciais que são tratados sem nenhum respeito ao seu ciclo natural de vida e biológico.

  28. Yoseph Makabi
    20 de novembro de 2013 at 14:45

    Cada um faz o que acha certo, independente de leis ou opiniões. Eu já fui carnívoro e também caçador. Hoje sou vegetariano crudívoro e não caço nem pesco. Mas essa mudança foi resultado de um longo processo. Não condeno os carnívoros, nem condeno os caçadores. Só gostaria que pensassem melhor sobre a vida, a vida como um todo e não apenas a vida humana ou de animais. No fundo comer carne e matar, por esporte, por prazer ou para se alimentar, é reflexo de uma espécie de escravidão dos sentidos. Comemos o que achamos gostoso, cheiroso, bonito, etc. Não comemos porque é vital, importante e ético. Também existe a questão de querer ser mais forte, melhor, mais habilidoso e tal. Quando eu era caçador sonhava em matar uma onça porque é o felino mais importante, forte e perigoso da nossa fauna. Depois eu percebi que isso era na verdade um complexo de inferioridade. Eu queria ser superior ao felino. Besteira. Hoje a minha dieta é a base de frutas, principalmente, mas não me impede de mutilar uma planta comendo suas folhas, ou matar uma possível planta comendo sua semente. Me sinto bem evitando matar. Mas mataria de novo, para eliminar um predador, diminuir a população de alguma espécie que cause prejuízo, ou mesmo para comer, em caso de emergência. Matar ou morrer é uma escolha.

    • Vinicius Dutra Gomes Pinheiro
      18 de setembro de 2015 at 18:52

      Parabéns. Excelente comentário.

  29. 20 de novembro de 2013 at 18:59

    Entidade conservacionista publica 25 razões pelas quais caça é conservação, confira os números!

    http://www.rmef.org/Conservation/HuntingIsConservation/25ReasonsWhyHuntingIsConservation.aspx

  30. 20 de novembro de 2013 at 19:29

    Gasparello, discordo em parte.

    Embora não seja “necessidade” caçar, também não seria necessidade fazer muitas outras coisas, como desperdiçar recursos em festas e baladas do rei do camarote.

    Não gosto da caça “esportiva”, pois não é esporte matar animal, mas compactuo do americano ou do caboclo que vai ao mato e mata seu porco, seu veado, sua capivara e cozinha e come com a família.

    Diferente foi a época aurea do marfim africano e os atuais “poachers” que destroem a fauna, matando animais já raros, por conta de um contrabando de partes (ex chifre de rinoceronte), ou os ricaços que saem a matar seus leões, elefantes e búfalos.

    Dizem que a carne destes 2 últimos é aproveitada pelos locais, e também acredito que não haja problema no abate “esportivo”, a título de controle, de predadores, como crocodilos, leoes, hienas, lobos, ursos, coiotes e raposas.

    Explico: o predador está no topo da cadeia alimentar. se ele proliferar sem controle, compromete os demais que estão abaixo dele, como por exemplo, na Inglaterra, é comum os fazendeiros terem reservas de faisão, narceja e outras aves, em suas propriedades, pois são “game”, animais de caça. Se os predadores ficarem soltos e não houver abate periodico, eles irão acabar com as aves e outras especies. Mesma coisa ocorre com os animais não predadores: se ficarem sem controle, irão se proliferar de forma absurda atrapalhando outras espécies.

    Exemplo? Pombo domestico. esta praga urbana compete com as especies nativas, não tem nada de bonito e não tem quase predadores, salvo um gavião, ou coruja solitários. O pardal, come o que passarinhos nativos comem e prejudicam seu ecossistema. Javali no sul, que está destruindo plantações quase sem controle. Na Australia, coelhos e cangurus se tornaram pragas por falta de predador.

    De outro lado, a caça poderia ser muito bem regulamentada e cobradas taxas, teoricamente revertidas para o manejo ambiental, com temporadas estabelecidas, especies liberadas e outras protegidas. Não vejo mal algum em matar javali, pombo, até pouco tempo sei que no Sul se caçava a perdiz… desde que estejam em conformidade, visando sua preservação.

    Nos EUA, as populações de bisão quase foram extintas por causa da exploração, mas hoje já existe um certo controle e embora jamais se atinja os numeros de outrora, estão sem risco.

    O que não é aceitável é o imbecil, seja brasileiro, americano ou europeu, sair atirando, pagando ou não por isso, contra animais que não irá consumir, apenas pela emoção do momento, ou pela futilidade de “treinar” sua pontaria.

    Quando criança, nunca fui de matar passarinho, porque não os iria comer, mas já matei outros animais (não domésticos) e os consumi. Os indios fazem isso e os ditos caçadores de subsistência assim o fazem, havendo até mesmo legislação que lhes garante o porte de arma de fogo longa (aberração!) de alma lisa, até o calibre 16, de um ou 2 canos, para essa finalidade.

    Não há mal nenhum em matar pra comer ou para controlar uma determinada população.

    Abraço.

  31. 20 de novembro de 2013 at 21:13

    Não restam dúvidas de quanto a caça pode ser benéfica à preservação de espécies nativas, desde que regulamentada. Está bem documentada a preservação de habitats com a caça.
    Uma pena um formador de opnião demonstrar falta de conhecimento e sentimentalismo sobre o assunto.
    Para os interessados em leitura sobre o assunto recomendo a categoria “artigos”, no nosso Blog:
    *** editado *** não permito a divulgação de outros blogs neste espaço ***

  32. Gasparello
    20 de novembro de 2013 at 21:40

    Continuo sendo contra. Mas o espaço é democrático.

  33. Julian Xavier
    20 de novembro de 2013 at 21:58

    A fauna brasileira não aguentaria uma temporada de caça.

  34. Thiago Henrique
    20 de novembro de 2013 at 22:15

    Sou contra e não venha tentar me convencer que é benéfico algum tipo de caça, regulamentada ou não, pois se há desequilíbrio foi porque acabaram com os predadores, ou foi inserida em local exotico(coisa feita pela ação humana)… As fazendas de caça são um absurdo criado pelo ser humano, assim como fazendas de pele, onde o homem(humano) se acha no direito de tirar outra vida por prazer ou por “modismo”. Já que o dinheiro é essencial para algumas comunidades então que seja feito doações, criados projetos que gerem renda, sem destruir outra espécie, é “muito mais”prazeroso ajudar de forma honesta e justa, beneficiando a muitos, do que ajudar fazendo bem somente ao ego, se sentindo poderoso por matar um animal… Ao invés de fazenda de caça poderia ser criada fazenda de conservação, onde todos ajudariam com doações para preservação das especies locais.

  35. Flavio
    20 de novembro de 2013 at 22:48

    Com todo respeito aos senhores , alguém que sente prazer em fazer a mira na cabeça ou no coração de um animal disparar e ver o bicho tombar e morrer por “esporte” precisa de ajuda de um psicólogo. Eu acho que a questão aqui não é ser ou não vegetariano ( eu não sou), se isso gera lucros ou outro argumento duvidoso qualquer o problema é sentir satisfação em matar um ser em desvantagem e que não te oferece ameaça alguma.

    Uma coisa é você lutando com um leão “mano a mano” nessa situação é você ou ele , outra coisa é se amoitar e esperar o bicho aparecer em algum lugar e mandar bala no coitado sem motivo real, que não vai te servir de alimento, não oferece ameaça nenhuma a você e nem percebeu tua presença.

    Pô pessoal para e pensa, caçar pra se alimentar ou se defender é uma coisa completamente diferente de matar por matar.

  36. Renato Raucci Filho
    20 de novembro de 2013 at 23:19

    Parece que nem tudo é um “mar de rosas ” no mundinho dos benefícios da caça na conservação.

    http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/caca_esportiva_pode_levar_mais_uma_especie_a_extincao.html

  37. Carlos Frederico Barbosa de Almeida
    21 de novembro de 2013 at 03:23

    Gasparello, parabéns pela iniciativa de apresentar assuntos com intuito de promover diálogos, debates e compartilhar conhecimento e opiniões.
    Como disse em outras oportunidades, sou filho e neto de pequenos pecuaristas e agricultores. Tive o privilégio de ter uma infância, adolescência e juventude ricas em muitas experiências com grandes e pequenos animais domésticos, adoro cavalos e bois(nosso futebol de final de semana era trabalhar com gado nos currais e até pouco tempo eu participava de campeonatos de laço regional, etc..). Também já tive a oportunidade de abater, como minhas próprias mãos, animais como, bois, vacas, carneiros, tanto para o “corte” (fornecimento de carne para consumo), quanto para sacrifício em caso de doença ou acidente que comprometesse a saúde e viesse a trazer sofrimento irrecuperável para o animal.
    Não é fácil e há de ter um sentimento de respeito no momento (é um ser vivo). Sendo filho de pecuarista, acompanhei desde muito novo, todo o processo de abate de carretas e mais carretas de bovinos para corte em frigoríficos. É o négócio da nossa propriedade. O importante é dominar a técnica para fazer o animal sofrer o mínimo possível.
    Quanto à caça, sempre fomos contra a modalidade de caaça meramente esportiva de animais silvestres na fazenda e no seu entorno. Evitamos ao máximo, nem cobras jibóias gostamos matar ou deixamos matar sem motivo de risco… É importante mencionar que a terra; e o Planeta Terra, dependem deles, seja do gavião carcará, do caboré, coruja, da siriema (caçadora voraz de cobras), dos gambás, quatis, macacos, lagartos, cachorros do mato, gatos do mato, tatús, tamanduás, capivaras, pocaçús, anuns, urubús, jaburús, garças, quero-quero etc. Onde eles existem, até a boiada desenvolve melhor e interage em simbiose.
    Quando é para o consumo, deixamos alguns autorizados pegar preás, tatús, pacas (dificilmente usam armas de fogo). O pessoal respeita e gosta porque sempre assim sempre vai ter (os homens do campo entendem isso bem mais fácil.
    Já comi há alguns anos atras vários jacarés (saborosos) capiturados nas caçambas de retro escavadeiras durante limpeza e drenagem de canais e valões, pacas (saborosa também), tatú (não gostei), servidos pelos moradores da região que eventualmente caçavam e ofereciam como tiragosto. É uma honra para um homem simples da roça o aceite para um convite desses.
    Como se não bastasse, uma vez fui nessa de ser diplomático e aceitei o convite de um dos campeiros para comer um SARAPATEL DE TAMANDUÁ feito pelo cunhado dele e guardado especialmente como iguaria fina.
    Veio no melhor prato da casa, aquele troço fumegando e fedendo, dei uma garfada e o “bolo” ia ficando igual chiclete e não descia goela abaixo, e todo mundo olhando. E o pobre coitado todo feliz porque eu estava dando a honra de comer um “SARAPATEL DE TAMANDUÁ” na casa dele. “P.Q.P.!!!” Por sorte, eu estava sentado perto da porta e quando ele foi lá dentro pegar uma garrafa de conhanque de gengibre, o cachorro passou do meu lado e eu joguei mais da metade para ele. Foi de uma vez só… Que alívio!!!!
    Veio a pergunta: “Derico”(Frederico meu nome) é muitooo bãoooo, né???!!!
    Eu: “-Muita coisa, Zé!!! Óh, mas estou satisfeito e num quero mais não… Chega comi demais e tô empazinado.”
    Zé:”-Tá bão!” E um golinho do gengibre vai?”
    Eu- “Claro! até dois!!!
    Foi o que salvou…
    Meu Pai quando soube riu até engasgar e disse: -“Bem feito meu filho, rapaz aprende a dizer não pra essa turma…vai fazer vontade, vai… Nunca ví disso, comer SARAPATEL DE TAMANDUÁ…HAHAHAHAH! E o conhaque afinal é bom?”
    “Eu:-Pai o conhaque de gengibre deles é uma gostoso demais, parece licor.”
    Meu Pai: “-Vamos encomendar duas garrafas então…SARAPATEL DE TAMANDUÁ… Nossa Senhora…”
    Bem, parafraseando o Sr. Miguel em seu comentário,”…acredito que um animal em ambiente controlado, mantido e custeado para alimentação humana difere muito de ir até o habitat de um animal, já fragilizado pela ação antrópica, e matá-lo sem critério algum.
    Desta forma não como e combato a caça sempre que possível (faço denúncias e entro em debates com toda pessoa que se declara um caçador), acredito que mesmo as espécies nativas possam ser consumidas desde que criadas em cativeiro, mas ir até seu habitat e matá-las é cruel e não faz mais sentido no mundo moderno.”
    Sinceramente acho que é mais fácil ir ao comércio e comprar um urso, macaco, ou seja lá o que bicho for de pelúcia, colocá-lo no em uma macega ou matagal e pipocar ele no chumbo. Em paralelo, botar uma peça de contra-filé, alcátra, picanha, peixe, etc… para assar na churrasqueira, curtir o momento e aplacar o “instinto selvagem da caçada”… E preservando a fauna… Abraço a todos!

  38. Ronaldo Temudo
    21 de novembro de 2013 at 03:36

    Olá a todos, acredito que a via da regra seja: caçar só para comer! Não há condenação moral em ser carnívoro como não há erro em ser vegetariano.

  39. Miguel
    21 de novembro de 2013 at 11:39

    Uma pergunta que fica para os defensores da caça que se manifestaram aqui: Vocês amam caça e caçam exclusivamente em outros países? CLARO QUE NÃO. Os caras puxam milhões de exemplos na África, nos EUA e sei lá mais onde pra defender a suposta “caça sustentável” mas com certeza eles tomaram gosto pela caça matando capivaras, tatus, pacas, tamanduás e outros animais, muitos em risco de extinção. É inadmissível que exista qualquer brasileiro que ame caça e se declare conservacionista, caça é uma atividade proibida e se existe lei ela deve ser cumprida.

  40. Fabio Luiz de Andrade Braga
    21 de novembro de 2013 at 18:24

    Por mais que se discuta a realidade é uma só: nos lugares onde a caça é permitida COM REGRAS, respeitando as proporções, existe mais natureza preservada do que no Brasil onde a caça é proibida. Antigamente a caça era permitida e muita gente praticava, nem por isso eram pessoas más, pelo menos os amadores. Pela experiência que tenho, vejo que normalmente os caçadores e pescadores são os maiores defensores da natureza e hoje por força da lei são apenas observadores ou fotógrafos como eu. Mesmo assim avistar uma caça é cada vez mais difícil, podem perguntar a qualquer fotógrafo. Essa lei no fundo é só mais uma maneira de desarmar a população contra a vontade da maioria. Precisamos exigir leis inteligentes que protejam a natureza e os animais de maneira eficiente e lucrativa, como existe em vários países onde o HABITAT NATURAL É PRESERVADO, garantindo assim a reprodução, preservação e a alegria dos fotógrafos e caçadores. As regras tem que existir e LEIS PODEM SER FEITAS E TAMBÉM PODEM SER MUDADAS. As nossas deveriam mudar.

  41. 22 de novembro de 2013 at 01:51

    Prezado Renato Raucci Filho,
    Não acredite no que a midia manipulada por ideologias furadas publica…leia o report do “IBAMA americano” que explica que os lobos cinzentos foram tirados da lista de espécies ameaçadas porque tiveram sua população plenamente recuperada, com isso poderiam ser manejados por meio da caça regulamentada e assim como outras espécies, poderá gerar recursos por meio de licenças para a conservação de outras espécies ainda ameaçadas

    http://www.fws.gov/mountain-prairie/species/mammals/wolf/

  42. 22 de novembro de 2013 at 02:09

    http://www.fws.gov/mountain-prairie/species/mammals/wolf/wyoming-102011/2011-09-14_FinalApprovedWolfMgmtPlan.pdf

    Plano de manejo de lobos cinzentos nos EUA desafio a qualquer um apresentar qualquer plano minimamente semelhante para uma espécie brasileira:

  43. Guilherme Ferrari Barbosa
    22 de novembro de 2013 at 08:40

    Pessoal esses são os números resultados da temporada de caça passada(2012) na África do sul…

    Novos dados da renda gerada pela caça no ano de 2012 na África do sul…. quase 90 milhões de dólares foram arrecadados e mais de 40mil animais caçados!!!!
    HUNTING TOURISTS CONTRIBUTED R811 MILLION TO ECONOMY IN 2012, SAYS DEA

    Vanderbijlpark, 20 November 2013 – Preliminary findings from the Department of Environmental Affairs’ latest statistics show that hunting tourists contributed R811 million (2011: R901 million) to South Africa’s economy in 2012.

    Department of Environmental Affairs deputy director – policy development Magdel Boshoff, speaking at the Professional Hunters’ Association of South Africa’s (PHASA) 36th AGM and Convention in Vanderbijlpark, said the results were still subject to an audit and verification process but no material differences were expected between this report and the final one.

    The statistics were based only on species fees (the amount a hunting outfitter pays a landowner to harvest an animal) and daily rates (the fee a client pays a hunting outfitter) meaning that the total economic contribution of overseas hunters is understated. The statistics also exclude the impact of local hunters, numbering some 320 000, who hunt mostly for venison.

    The top three source markets for hunting tourists were the USA followed by Denmark and Spain.

    Last year, 40 866 head of game were hunted compared to 48 605 the year before. Rhino hunts showed the biggest decrease with only 52 harvests taking place in 2012 (2011: 137) and contributing R36 million (2011: R84 million) due to stricter criteria used in issuing rhino hunting permits. Lion hunts showed the largest increase with 596 lions harvested in 2012 (2011: 445) and contributing R122 million (2011: R77 million) at an average species fee of R203 000.

    PHASA chief executive Adri Kitshoff said South Africa is home to 2 700 wild lions and 5 000 captive bred ones. “Our lion populations are stable. So are Tanzania’s, a country which boasts 16 800 lions and where lion hunting is also permitted. The countries showing the most alarming declines in lion numbers are those where lion hunting is prohibited such as Kenya and Botswana,” she said.

    For further information contact Adri Kitshoff, PHASA chief executive, on 083 650 0442.

  44. Ronaldo R de Oliveira
    25 de novembro de 2013 at 19:14

    Boa tarde Gasparello. Concordo com as tuas idéias, acredito que a caça é viável para alimentação e para controle de espécies (como é o caso da caça ao javalí aqui no RS, eles destroem lavouras inteiras de milho, soja, mandioca e o que vier pela frente), outro animalzinho que tem pinta de bonzinho, mas quem é produtor de grãos sabe que também detona uma lavoura é a Sra capivara, só que este é protegido, e quem protege o produtor rural dos prejuízos? Nós brasileiros, costumamos engolir tudo que vem do estrangeiro sem sem questionamento e a mídia vendida se encarrega de fazer a cabeça do nosso povo, só para polemizar? Todos os amigos que postaram seus comentários acreditam em aquecimento global? Porque a mídia não dá espaço ao professor GUSTAVO BATISTA e ao professor LUIZ CARLOS BALDICERO MOLION para eles explicarem dinâminca cíclica do clima global? Porque é difícil encontrar os livros deles em livrarias? A quem interessa a burrice do povo brasileiro sobre esses assuntos?
    Já li vários livros sobre estes e outros assuntos diversos pelo simples fato de não gostar de ser enganado. Observem os filmes que nos últimos anos tem sido produzidos, é tudo catastrófico, apocalíptico, e o ser humano é sempre o vilão, até os mais inofensivos trazem uma mensagem de que devemos voltar a idade da pedra, rejeitar toda tecnologia para salvarmos o planeta e assim sermos felizes. Acredito sinceramente que somos responsáveis pela preservação do meio ambiente para nossa própria preservação, se destruirmos o planeta pereceremos com ele, contudo devemos estar atentos aos que usam deste expediente para implantação de uma doutrina de dominação sobre o indivíduo. Para finalizar indico o livro “Psicose ambientalista” de Dom Bertrand de Orleans e Bragança. Não acreditem em tudo que a mídia apresenta como verdade.

  45. Wagner
    19 de janeiro de 2014 at 06:22

    excelente texto meu camarada. muito bom tb o espaço aberto para a diversidade de opiniões.

    bem, minha rápida opinião/visão.

    tenho formação em Biologia, ênfase em B. Animal, e depois de muito pesquisar e vivenciar pelos sertões q já andei, cheguei à conclusão de q sou sim a favor da regulamentação e legalização da caça sustentável, reportada e fiscalizada.

    concordo com tudo o q foi dito acima, principalmente com os numeros mostrados. Uruguai e Argentina, aki do lado são 2 exemplos de q a coisa pode funcionar, EUA, Africa e Europa nem se fala.

    enquanto o BR estiver de olhos e mente fechados para essa atividade ancestral o q teremos? caça ilegal, crimes ambientais, potenciais caçadores desportistas marginalizados, armas ilegais primordialmente, perda de $ por parte do Estado, etc.

    incentivar a manutenção dos habitats, p. ex. em propriedades rurais, em prol da caça de algumas espécies, definidas com base em estudos CIENTÍFICOS (bem como suas cotas), seria um passo à frente na conservação da natureza.
    isso cria um “efeito guarda-chuva”, onde poucas espécies garantiriam a existencia de densa e extensa cobertura vegetal e por conseguinte a permanencia de tantas outras.

    nao se fala em desmatar, poluir, aterrar, tampouco transformar refugios selvagens, reservas naturais e qq outra unidade de conservação em stand de tiros, mesmo pq há sim riscos reais com tal atividade se praticada em qq local, sujeito a trânsito de pessoas ou habitações. fala-se em organizar espaços, leis, cotas, taxas, punições, mercado, geração de emprego e renda em uma extensa cadeia produtiva e por aí vai.

    e mais, deixarmos de crer q proibiçoes mil evitam q esse ou aquele comportamento não exista ou seja desejado. e q o texto frio da lei é necessariamente o mais certo e coerente com a realidade.

    de qq forma, ainda q sejamos obrigados a cumprir as regras do jogo, discutir sobre elas faz todo sentido.

    em tempo, pratico pesque e solte, no mar ou em rio, eventualmente, qd tenho sorte de pegar um escamoso médio levo pra casa, pra consumo próprio, nunca pra “presentear” quem quer q seja. ainda assim já vi muita gente metendo o pau na pesca esportiva, q é maldade q é isso q é aquilo. mas em suas mesas e até acampamentos abunda carne de boi e outras criações (sou carnívoro tb!!!). daí me pergunto, onde está a “maldade”, será q não sabe a carga de destruição ambiental em cada kg de gado produzido?
    creio q a caça vá por aí tb. proiba-se toda e qq caça, mas expandam-se as fronteiras agro-pastoris dos grandes latifundios e floresça a indústria sem fim.

    um abç

  46. 16 de maio de 2015 at 16:16

    Caro Rafael Salerno, acredito sim nesse lado positivo que a caça traz ao país denominado EUA, isto é, um país que pratica com certa justiça a cobrança de impostos de acordo com a renda e também num país aonde se pratica em grande escala a filantropia. Também acredito na NÃO possibilidade da prática de caça aqui no Brasil, uma vez que se cobra taxas e impostos de forma desigual, aonde ricos e pobres pagam taxas iguais e também num país aonde a taxa de analfabetismos e corrupção são altos demais. Isto significa dizer que políticos e classe alta pouco ou quase nada contribuiriam para a biodiversidade e, resumindo, nos EUA pode dar certo, mas no BRASIL ainda não vejo chão fértil para o aumento da diversidade, no país aonde se venera churrasco, futebol de 7 a 1 para Alemanhona e carnaval, num país aonde a educação é assunto de 3ª categoria para boa parte da população e principalmente para nossa CORJA de políticos, Lá, pode ser que sim, aqui, ainda não.

  47. 16 de maio de 2015 at 16:22

    Abro aqui uma porta de exceção aos bons políticos que não podem ser enquadrados no coletivo substantivo acima, enquanto defenderem projetos que distribuem de forma igualitária renda para os menos favorecidos. Contrariamente a isso, continuam enquadrados no coletivo acima…

  48. Leatrice Borges Piovesan
    6 de julho de 2015 at 00:59

    A caça além de ser uma prática cruel e covarde é um estimulo à violência. Não fica bem para quem se diz racional. Que tipo de esporte é a caça se só um dos participantes sabe o que está acontecendo e em todas as competições esportivas deve haver igualdade de chances e oportunidades? Isso é covardia, não é? Seria a favor da caça se os animais também pudessem se armar. Ah se assim fosse, os “valentões” caçadores estariam extintos!!! Freud diz: “O ser humano tem o costume de fazer com os animais aquilo que não pode fazer com os seus semelhantes”. Portanto, esses “valentes” caçadores necessitam se tratar, pois tentam demostrar o que não são à custa do sofrimento dos animais.

  49. Vinicius Dutra Gomes Pinheiro
    18 de setembro de 2015 at 19:30

    Gente, vocês estão discutindo muita besteira!

    A caça é um instinto do ser humano. Se assim não fosse, nem estaríamos discutindo isso aqui.
    Hoje não precisamos caçar pra comer. Basta ir ao supermercado e comprar aquela peça de picanha bonita. Mas o instinto caçador permanece arraigado. Em alguns mais que em outros, é verdade. O ser humano também é um animal e também faz parte da natureza. Vocês que defendem tanto os animais estão esquecendo de um. O homem.

    Achar uma justificativa pra caçar torna-se uma necessidade de quem não quer andar fora da lei ou ser politicamente incorreto. O prazer da caça é o mesmo(ou maior) que o de acertar a mosca numa competição de tiro ao alvo. Mas como é uma violência, cria-se uma contradição na mente do praticante. Então quando há uma justificativa para se caçar um animal(Controle populacional, controle de pragas, reserva conservacionista, alimentação, autodefesa), o prazer da caça se alia à sensação de estar fazendo algo útil. Quem aqui não gosta de matar um pernilongo à tapa ou eletrocutar uma mosca com aquelas raquetes elétricas vendidas no semáforo? E aquelas formigas que invadem sua cozinha. E os ratos que invadem sua despensa? Ôpa! Peraí! Rato, não. Dá pena… Ou seja, cresce o bicho, a coisa complica.

    É algo bárbaro? Primitivo? Sim. Assim como é o ser humano.

    No meu tempo de criança o pardal era uma praga e era comum se atirar neles. Inclusive havia uma marca de chumbinho para espingardas de pressão chamada Pardal. Hoje em dia não vejo mais pardais na minha cidade. Fico pensando se foi a caça esportiva que acabou com essas aves.

    Não sou caçador e também tenho pena de ver animais mortos. Mas o certo é o certo.

  50. Flávio
    23 de novembro de 2015 at 12:03

    Hoje recebi a seguinte informação: ” os funcionários da fazenda mataram uma capivara e, sem saber o que fazer, vieram perguntar, pois, nenhum deles, queriam levá-la para casa para consumo”. Como isso se define? Instinto? Hipocrisia? Mesmo sabendo da minha boca que não quero ver ninguém maltratando nenhum tipo de animal na propriedade. Talvez a resposta seja a seguinte: somos humanos. E só o ser humano tem uma imaginação tão fértil para destruição. Qual outro animal faz caça esportiva? Desmata para aumentar consumo e não somente por subsistência? Desculpem mudar o foco do assunto, mas, estamos vendo o desastre ambiental em Mariana, que nos leva a criticar a mineração, mas, estou postando essa mensagem que só foi possível devido a extração de minério. Meu pai nunca permitiu que cassássemos animais. Nem um passarinho sequer. E o resultado disso é que até hoje o terreiro na fazenda é um palco de cantoria de pequenas aves. Gaiolas nunca foram objeto de desejo daquela família sertaneja. O problema está em um ser mundialmente conhecido como “humano”. Somos assim, infelizmente.

  51. Leatrice Borges Piovesan
    24 de julho de 2016 at 00:59

    Todo caçador tem problema sexual. Portanto, a única maneira de expelir seu prazer é através do cano de uma arma.

  52. Silvia Batista
    5 de março de 2017 at 17:13

    Entendo que quem tem amor aos animais jamais terá coragem de matá-lo a não ser que seja por uma questão se sobrevivência. Acho que a caça esportiva é abominável, porque não tem justifica inteligente pra tirar a vida de um animal, é o simples prazer de matar, um comportamento, sem dúvida, doentio.

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